Soja, celulose e carne impulsionam exportações
Soja, celulose e carne bovina representaram 75,3% do valor exportado por Mato Grosso do Sul entre janeiro e setembro de 2026. Essa concentração evidencia a importância de o produtor acompanhar as decisões dos compradores internacionais, pois alterações na demanda, tarifas ou exigências sanitárias e ambientais afetam diretamente as principais fontes de receita externa do estado.
MS Agro 2026 reúne especialistas para discutir o futuro do agronegócio
O MS Agro 2026, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), acontecerá em 12 de novembro, em Campo Grande. O evento abordará as perspectivas da economia brasileira e os efeitos das mudanças globais no agronegócio sul-mato-grossense.
O impacto da produção local é notável tanto na agricultura quanto na pecuária. Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com cerca de 17,95 milhões de bovinos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que representa aproximadamente 7,7% do rebanho nacional, ou um em cada 13 animais do país.
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Na agricultura, dados de setembro do Projeto Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio de Mato Grosso do Sul (Siga-MS) indicam uma projeção preliminar de 16,25 milhões de toneladas de milho de segunda safra no ciclo 2025/26, um aumento de 16,7% em relação à temporada anterior. Essa produção abastece a alimentação animal, o processamento industrial e a exportação.
Exportações e mercados internacionais
Além dos grãos e da carne, a celulose produzida a partir de florestas plantadas foi responsável por 26,42% do valor das exportações até setembro, ficando atrás apenas da soja, com 31,08%, e à frente da carne bovina, com 17,82%. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).
A China absorveu 46,34% das exportações do estado no período, seguida pelos Estados Unidos, com 6,46%, e os Países Baixos, com 4,81%. Essa distribuição mostra a forte ligação de Mato Grosso do Sul com as cadeias globais de alimentos e matérias-primas, ao mesmo tempo que expõe o estado às decisões de um mercado que concentra quase metade das receitas externas.
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Para os produtores, essa conexão internacional reflete diretamente nos preços, nas condições de comercialização e nos critérios exigidos pelos compradores. Manter o acesso a diferentes mercados e diversificar destinos são estratégias essenciais para garantir a venda da produção.
Programação do MS Agro 2026
O professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Oliver Stuenkel, apresentará a palestra “A Nova Ordem Global: Impactos para o Brasil”. Em seguida, Marcos Jank, professor sênior do Insper e coordenador do Insper Agro Global, discutirá as perspectivas para o país e o agronegócio.
Detalhes do evento
O MS Agro 2026 ocorrerá no dia 12 de novembro, às 18h30, na sede do Sistema Famasul, em Campo Grande (MS).
