Investigação do Gaeco não altera eleição da Mesa Diretora em Cuiabá
A eleição do vereador Ilde Taques (Podemos) para a Presidência da Câmara Municipal de Cuiabá no biênio 2027/2028 não sofre impacto imediato da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) em 20 de outubro. A avaliação partiu do procurador-geral do Legislativo, Eustáquio Neto, que afastou qualquer relação entre a investigação e o resultado da votação, mesmo com Ilde Taques e o vereador Alex Rodrigues (Podemos) entre os alvos do Gaeco.
Esclarecimentos sobre a investigação e seus limites
Em entrevista, Eustáquio Neto explicou que as suspeitas apuradas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE) se referem exclusivamente à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. Até o momento, não há indícios de irregularidades na escolha da nova direção do Legislativo de Cuiabá.
“O que está sendo investigado é uma suposta ilegalidade na eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande e, para o momento, isso não interfere na eleição realizada aqui na Câmara Municipal de Cuiabá”, afirmou o procurador.
Eleição e posse da Mesa Diretora em Cuiabá
Ilde Taques foi eleito presidente da Câmara de Cuiabá em 6 de outubro, com 27 votos favoráveis, em votação realizada para definir a Mesa Diretora do biênio 2027/2028. A chapa “Lealdade e Compromisso” contou com apoio unânime dos parlamentares presentes. A posse está marcada para 1º de janeiro de 2027.
Leia também: Vereador de Cuiabá renuncia após pressão e revela bastidores da eleição na Câmara
Leia também: Kássio Coelho retoma candidatura à presidência da Câmara de Cuiabá e busca apoio estratégico
Questionamentos sobre a influência da operação na eleição
A inclusão do presidente eleito entre os investigados provocou dúvidas sobre algum impacto na composição da Mesa Diretora. O procurador Eustáquio Neto descartou qualquer conexão neste momento, ressaltando que o procedimento do Gaeco não se relaciona com a eleição cuiabana.
Ele acrescentou que a situação será revisitada caso as investigações avancem e apresentem evidências de envolvimento dos vereadores em irregularidades que possam atingir o Legislativo da Capital.
Possíveis consequências administrativas
Sobre a possibilidade de responsabilização que comprometa a posse ou permanência de Ilde Taques, o procurador evitou especulações. Segundo ele, ainda não há elementos concretos para discutir processos administrativos ou cassação dos parlamentares investigados.
“É prematuro conjecturar sobre essa situação”, afirmou Eustáquio Neto.
Leia também: Presidente da Câmara de Cuiabá exonera secretários em meio a disputa política interna
Leia também: Câmara de Cuiabá Aprova Projeto que Garante Acesso a Materiais Didáticos para Pais
Medidas da Câmara e próximos passos
A Câmara não recebeu notificações judiciais nem teve suas dependências alvo de diligências relacionadas à operação. A orientação atual da Procuradoria é acompanhar as investigações sem iniciar procedimentos internos contra os vereadores Ilde Taques ou Alex Rodrigues.
Qualquer medida dependerá de informações futuras trazidas pelas autoridades responsáveis pelo caso. “Se houver evidências que impliquem os vereadores, as medidas cabíveis serão adotadas. Por enquanto, não há nada nesse sentido”, destacou o procurador.
Contexto da Operação Cathedra Venalis
A Operação Cathedra Venalis investiga supostas irregularidades na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. Entre os alvos estão parlamentares daquele município e os vereadores cuiabanos Ilde Taques e Alex Rodrigues.
