Meta de economia bilionária impulsiona reorganização administrativa
O governador eleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou uma meta audaciosa: economizar R$ 1 bilhão por ano por meio da reorganização administrativa do Estado. Em entrevista coletiva no dia 21 de outubro, ele detalhou que o objetivo é reduzir os custos operacionais e simplificar a gestão pública estadual, sem necessariamente extinguir secretarias.
O estudo para definir as mudanças envolve cerca de dez técnicos de carreira, com a participação da vice-governadora eleita, Gisela Simona (União Brasil). A expectativa é que o plano seja apresentado até o final da próxima semana. A economia será buscada em diversas frentes, incluindo a racionalização do uso de veículos oficiais, a reorganização das estruturas administrativas e a agilização dos processos internos.
Estrutura administrativa poderá ser mantida, mas com ajustes internos
Pivetta ressaltou que a manutenção do número de secretarias é possível, desde que ocorram alterações que reduzam despesas e aprimorem a eficiência. Entre as diretrizes estão a reorganização das equipes, maior aproveitamento dos servidores de carreira, modernização dos sistemas usados pelos órgãos públicos e a simplificação dos processos para reduzir a burocracia.
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Segundo o governador, mudar nomes ou extinguir órgãos formalmente não gera economia real se a estrutura e os gastos permanecerem os mesmos. “Nós temos que diminuir o peso do Estado sobre o lombo do trabalhador. E nós faremos isso”, afirmou.
Ajustes na equipe e impactos financeiros previstos
Questionado sobre possíveis mudanças na equipe, Pivetta evitou falar em demissões diretas, mas indicou que algumas pessoas serão “desconvidadas” a continuar no governo. Ainda não há detalhes sobre quais cargos serão afetados, o número de desligamentos ou se haverá impacto sobre servidores concursados.
O ajuste é motivado também pela previsão de perda de receita estimada em R$ 6 bilhões nos próximos quatro anos no Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), o que representa uma média de R$ 1,5 bilhão por ano. Essa estimativa do governador justifica a necessidade de contenção de despesas e a busca por eficiência administrativa.
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Propostas incluem mudanças nas relações com municípios
Além das mudanças internas no governo, Pivetta anunciou propostas que podem afetar os municípios. Entre elas está a simplificação das transferências de recursos via modelo “fundo a fundo”, ampliando o repasse entre fundos públicos. Também está prevista a transferência de trechos de estradas estaduais para as prefeituras, acompanhada dos recursos para manutenção, embora os detalhes sobre quais vias serão contempladas ainda estejam em definição.
Essas medidas fazem parte do esforço para ajustar a gestão pública estadual diante do cenário financeiro previsto e alinhar a estrutura administrativa às demandas atuais, com foco na eficiência e racionalização dos recursos públicos.
