Resposta do Cuiabá às declarações do presidente do Santos
O Cuiabá Esporte Clube rebateu as declarações do presidente do Santos, Marcelo Teixeira, que criticou o dirigente Cristiano Dresch. Em nota oficial, o clube cobra o pagamento de R$ 18,6 milhões referentes à negociação do zagueiro Joaquim. O Dourado afirmou que seus advogados vão analisar as ofensas contra Dresch e aguarda a definição de uma data para receber o valor devido.
Marcelo Teixeira havia chamado Dresch de “desqualificado” e “irresponsável” e relacionou a situação esportiva do Cuiabá à gestão do dirigente, citando ainda a tradição do clube mato-grossense como possível motivo para o desempenho atual da equipe.
Cobrança financeira e contrapontos do Dourado
O Cuiabá contestou a postura do presidente santista e destacou que cobrar uma dívida reconhecida pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão ligado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), não configura desrespeito entre clubes. “Entre clubes co-irmãos, o primeiro respeito é pagar o que se deve”, afirmou o clube.
A CNRD condenou o Santos a pagar R$ 18.616.377,46 ao Cuiabá. O valor refere-se à contratação de Joaquim em 2023 e à participação do Dourado na venda posterior do atleta ao Tigres, do México, em 2024.
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Além da cobrança, o Cuiabá reforçou sua responsabilidade financeira ao informar que quitou cerca de R$ 5,5 milhões referentes a uma condenação imposta pela FIFA no caso do técnico Petit, utilizando recursos próprios e apoio de seus acionistas.
Bastidores e contexto esportivo entre os clubes
O Dourado rebateu ainda a provocação sobre a Série B, lembrando que o Santos disputou a competição em 2024, o primeiro ano da atual gestão de Marcelo Teixeira. “A divisão em que um clube joga não mede a honra de quem o dirige”, destacou o Cuiabá.
Fundado em 2001, o clube ressaltou a ascensão rápida ao futebol de elite do país, com quatro participações consecutivas na Série A desde 2021 e a construção de seu centro de treinamento com recursos próprios. O clube afirmou que buscará o retorno à primeira divisão dentro de campo, mantendo seus compromissos financeiros.
Problemas do Santos com restrições da FIFA
A nota do Cuiabá também apontou que o Santos enfrenta sete restrições para registrar jogadores impostas pela FIFA, chamadas de transfer bans. Três dessas sanções envolvem valores pendentes a clubes formadores pelo mecanismo de solidariedade. Outra dívida está ligada a um ex-técnico e sua comissão.
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“Seguir contratando para a Série A enquanto os credores esperam não é mérito esportivo: é custo transferido para quem cumpre contratos”, criticou o Dourado.
Próximos passos e posicionamento jurídico
O Cuiabá concluiu que seguirá cobrando judicialmente os valores devidos e que as declarações contra Dresch serão avaliadas juridicamente. “Adjetivos não quitam dívidas. O clube seguirá cobrando, nos fóruns competentes, cada real que lhe é devido, e espera do Santos não uma opinião sobre a gestão do Cuiabá, mas a data do pagamento”, afirmou o clube.
Em resposta anterior, o Santos declarou que a disputa está sendo tratada nos fóruns institucionais e que a exposição pública não ajuda a resolver o impasse. O clube também reafirmou seu compromisso com o cumprimento das obrigações financeiras.
