Decisão da CNRD e valor da dívida
A Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) determinou que o Santos Futebol Clube pague R$ 18.616.377,46 ao Cuiabá Esporte Clube. O montante refere-se à dívida acumulada pela negociação do zagueiro Joaquim, adquirida pelo clube paulista em 2023, além da participação do Cuiabá na revenda do atleta ao Tigres, do México, em 2024. A sentença representa o desfecho de um processo iniciado em maio de 2025, que durou dezesseis meses até o veredito final.
O valor da dívida foi renegociado pelo Cuiabá, que abriu mão de parte significativa do que tinha a receber para facilitar o pagamento parcelado. Mesmo assim, o Santos pagou apenas a primeira das cinco parcelas estabelecidas. A última parcela venceu em janeiro de 2025, e a inadimplência compromete o fluxo financeiro do clube mato-grossense.
Reação do Cuiabá e impacto na temporada
Em nota oficial, o Cuiabá manifestou respeito pela decisão, mas deixou claro que a sentença judicial não resolve a situação financeira da equipe. O clube cobra o pagamento imediato e alerta que não aceitará manobras processuais que atrasem o cumprimento da obrigação, que já se estende por quase dois anos.
“Sentença não paga salário. O que o clube espera agora é o pagamento imediato. O Santos ainda pode recorrer ao CBMA. O Cuiabá deixa registrado desde já que não aceitará em silêncio o uso de recursos e expedientes processuais com o único objetivo de adiar mais uma vez o que é devido”, destacou o clube.
Leia também: Alan Empereur se Aproxima do Retorno: Zagueiro Pode Voltar em Breve ao Cuiabá
Leia também: Cuiabá: Técnico Barros fala sobre empate amargo e dívida com a torcida
Atualmente, o Cuiabá ocupa a 10ª posição na Série B do Campeonato Brasileiro, com 43 pontos, quatro a menos que a zona de classificação para o playoff. O clube destaca que as dívidas impactam diretamente o orçamento, prejudicando o desempenho na reta final da competição.
Dívidas de outros clubes e cenário no futebol brasileiro
O caso do Santos não é isolado para o Cuiabá. O clube também enfrenta pendências financeiras com outras equipes do país. O Corinthians, por exemplo, tem uma dívida referente à venda do volante Raniele, incluída em um plano coletivo de pagamento parcelado em 24 vezes trimestrais, até 2031, com correção pela inflação e sem juros. Apesar das condições favoráveis ao devedor, a parcela vencida em 17 de julho ainda não foi quitada.
O Sport deve cerca de R$ 6 milhões pela venda do lateral Matheus Alexandre, enquanto o Grêmio aguarda julgamento para inclusão de um crédito de aproximadamente R$ 900 mil em plano coletivo. Além desses, outros clubes também possuem débitos com o Cuiabá, totalizando mais de R$ 40 milhões em créditos.
O clube reforça que a situação atual não é fruto de má gestão interna, mas sim do descumprimento de contratos por parte de outros times que continuam atuando livremente no mercado, ampliando suas folhas salariais enquanto deixam pendências financeiras. “No futebol brasileiro de hoje, quem paga em dia financia quem não paga”, afirmou o Cuiabá em comunicado.
Leia também: Pesquisa Atlas/Estadão: Cleitinho lidera com 39,3% em Minas Gerais, Patrus Ananias tem 31%
Fonte: triangulodeminas.com.br
Leia também: IPQ Tecnologia lidera Semana Nacional de Trânsito com foco em segurança corporativa
Fonte: aquidesalvador.com.br
Exigência por cumprimento de contratos e agilidade nas execuções
O Cuiabá pede que as decisões judiciais sejam cumpridas com a mesma rapidez com que a FIFA age contra clubes inadimplentes. O clube mantém confiança nas instituições do futebol e promete continuar cobrando os valores devidos por todos os meios regulamentares disponíveis.
Em casos recentes, o Santos só efetuou pagamentos após sofrer sanções como o transfer ban imposto pela FIFA, mesmo após condenações judiciais anteriores. Enquanto isso, o clube paulista seguiu contratando jogadores e ampliando sua folha salarial, o que preocupa o Cuiabá quanto à efetividade do cumprimento das decisões.
O desfecho desse processo e a continuidade da cobrança refletem a importância do cumprimento integral dos contratos para a saúde financeira dos clubes no futebol brasileiro e o impacto direto dessas pendências no desempenho esportivo.
