Falta de protocolo do SUS impede programa municipal em Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a Prefeitura já tem recursos para adquirir medicamentos usados no tratamento da obesidade, mas a ausência de um protocolo do Sistema Único de Saúde (SUS) trava a implementação do programa “Cuiabá Mais Leve”. A cobrança acontece após o governo federal anunciar a intenção de disponibilizar as chamadas canetas emagrecedoras gratuitamente pelo SUS.
Segundo o Ministério da Saúde, a oferta será feita com base em estudos e na definição de um protocolo clínico para determinar os pacientes que poderão receber os medicamentos. Para Abilio, a falta dessas diretrizes técnicas impede a Prefeitura de avançar com a distribuição dos medicamentos na rede municipal.
Necessidade de parâmetros técnicos para tratamento
O prefeito explicou que o município precisa de critérios claros para definir quem poderá receber as canetas emagrecedoras e para estabelecer o acompanhamento médico adequado durante o tratamento. “Se ele não conseguir liberar a caneta, libera pelo menos o protocolo, nós temos o recurso aqui para fazer o projeto, nós não temos o protocolo do SUS, e sem o protocolo do SUS a gente não consegue implementar”, destacou.
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Ele também ressaltou que a Prefeitura possui condições financeiras para adquirir os medicamentos e já trabalha há algum tempo na estruturação do programa “Cuiabá Mais Leve”.
Programa visa atender pacientes com sobrepeso e obesidade
O programa municipal foi pensado para atender pessoas com sobrepeso e obesidade por meio de acompanhamento na rede pública de saúde e uso de medicamentos, seguindo critérios médicos. Contudo, a execução depende da definição das regras para utilização dos agonistas de GLP-1 no serviço público.
O Ministério da Saúde informa que conduz estudos com 250 pacientes para estabelecer diretrizes que orientem o tratamento e o acompanhamento dos casos de obesidade grave ou associada a outras condições de saúde.
Definição do protocolo pode acelerar implantação em Cuiabá
Para o prefeito Abilio, a definição do protocolo pelo governo federal permitiria que Cuiabá avançasse rapidamente com o programa. Ele acrescentou que, caso o Ministério da Saúde disponibilize os medicamentos, a implantação municipal pode ser facilitada.
“Então se pelo menos ele implementar o protocolo lá, a gente consegue comprar e colocar aqui para funcionar. E se ele colocar a caneta também, melhor ainda, bom pra caramba. Agora, infelizmente, por falta do protocolo, nós não conseguimos estabelecer o programa aqui”, concluiu.
O governo federal ainda trabalha na definição dos critérios de acesso. O Ministério da Saúde reforça que a oferta dos medicamentos será feita com orientação médica, dentro de um protocolo clínico, considerando grupos de pacientes que possam realmente se beneficiar do tratamento.
