Geração de Empregos em Mato Grosso em Setembro
Mato Grosso registrou a criação de 2.233 empregos formais em setembro de 2026, conforme os dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas analisados apresentaram saldo positivo no estado durante o mês.
No acumulado do ano, de janeiro a setembro de 2026, o Brasil gerou 1,24 milhão de vagas formais, um crescimento de 2,65% na oferta de empregos com carteira assinada.
Setores que mais contribuíram para o saldo positivo
O setor de Serviços foi o principal responsável pelo saldo positivo em Mato Grosso, com 1.757 novas vagas formais. Logo atrás, a Agropecuária somou 1.043 postos, seguida pelo Comércio, que criou 299 empregos. Em contrapartida, os setores de Construção e Indústria apresentaram resultados negativos, com saldos de -264 e -602 vagas, respectivamente.
Na divisão por municípios, Cuiabá liderou a geração de empregos formais, com 1.256 novas vagas. Várzea Grande (255), Lucas do Rio Verde (202), Rondonópolis (148) e São Félix do Araguaia (134) também registraram resultados positivos.
Perfil dos trabalhadores contratados
A análise por gênero mostrou que tanto mulheres quanto homens tiveram saldo positivo em Mato Grosso. Foram preenchidas 1.222 vagas formais por mulheres e 1.011 por homens no estado em setembro.
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Quanto à faixa etária, os jovens entre 18 e 24 anos foram os que mais ocuparam postos de trabalho, com 1.328 vagas. Em termos de escolaridade, as pessoas com ensino médio completo lideraram o saldo, preenchendo 1.636 oportunidades.
Panorama nacional da geração de empregos
Em âmbito nacional, o Brasil criou 121.305 empregos formais em setembro de 2026, resultado de 2,21 milhões de admissões contra 2,09 milhões de desligamentos. No acumulado do ano, de janeiro a setembro, 1,24 milhão de novas vagas formais foram abertas, representando um crescimento de 2,65%. Nos últimos 12 meses, entre outubro de 2025 e setembro de 2026, o emprego cresceu em 787.073 postos, alta de 1,65%.
Quatro dos cinco grandes grupos econômicos tiveram saldo positivo em setembro. O setor de Serviços destacou-se com 81.241 vagas abertas, impulsionado principalmente por Atividades Administrativas e Serviços Complementares (18.386), Saúde Humana e Serviços Sociais (15.403), e Transporte, Armazenagem e Correio (13.240).
Indústria, Comércio e Construção também apresentaram crescimento, com 19.285, 15.697 e 9.468 vagas, respectivamente. A Agropecuária, no entanto, ficou negativa em -4.381 postos.
Desempenho por unidade da federação e regiões
Em setembro, 26 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo na geração de empregos. Os destaques ficaram para São Paulo (19.391), Pernambuco (13.371) e Alagoas (11.110). Em termos relativos, Alagoas liderou com crescimento de 2,47%, seguida por Amapá (1,35%) e Roraima (1,23%).
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As cinco regiões do país tiveram desempenho favorável. O Nordeste liderou com 49.142 novas vagas, seguido pelo Sudeste (39.404), Norte (14.748), Sul (9.949) e Centro-Oeste (7.894).
Dados demográficos e salários
As mulheres foram responsáveis pela maior parte das vagas formais no Brasil, com saldo positivo de 62.989 postos, enquanto os homens registraram 59.129. A faixa etária com maior saldo foi a de até 24 anos, com 106.293 vagas criadas.
No quesito escolaridade, pessoas com ensino médio completo lideraram, com 82.818 empregos gerados, seguidos pelos que possuem ensino médio incompleto (17.258). Em relação à raça, os pardos tiveram o maior saldo positivo (96.805), seguidos por pretos (17.416), brancos (15.493), amarelos (229) e indígenas (80).
O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.429,41, representando um aumento de R$ 44,90 (+1,88%) em relação a setembro de 2025. Para trabalhadores típicos, o salário médio foi de R$ 2.480,24, 2,09% acima da média geral. Já para os não típicos, o valor ficou em R$ 2.054,61, 15,4% inferior à média.
