Umcenário de Crescente Miséria
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, trouxe à tona uma realidade preocupante ao afirmar que a pobreza tem avançado de forma alarmante em Cuiabá e em Várzea Grande. De acordo com estudos realizados pela Corte, as duas principais cidades do estado estão se transformando em verdadeiros ‘grotões de pobreza’, com mais de 80 favelas já mapeadas nas áreas periféricas.
A situação foi apresentada durante a discussão do Plano de Metas Mato Grosso 2050, onde Sérgio Ricardo enfatizou que, caso não sejam implementadas mudanças estruturais, o cenário só tende a piorar. ‘Cuiabá e Várzea Grande estão se tornando cada vez mais centros de abandono e miséria. Nas periferias, a realidade já é alarmante. Temos 80 favelas nessas cidades, e isso só vai aumentar’, alertou.
Desigualdade Econômica em Crescimento
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O crescimento econômico do estado, segundo Sérgio Ricardo, não acompanha o desenvolvimento urbano necessário em Cuiabá e Várzea Grande. Em contraste, outras regiões do estado, como o sul e o médio-norte, apresentam um dinamismo econômico que se destaca. ‘Cidades como Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop mostram um quadro diferente, enquanto Cuiabá e Várzea Grande permanecem atoladas na miséria’, observou o presidente do TCE.
Com isso, o alerta para a necessidade de um planejamento de longo prazo se torna ainda mais premente. Segundo ele, é essencial elaborar políticas públicas que realmente priorizem a estruturação das cidades. ‘Estamos discutindo um plano de estado, não um plano de governo. Isso significa garantir que todos tenham acesso a uma casa, saúde, emprego e qualificação’, destacou.
Indicadores Sociais Alarmantes
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Sérgio Ricardo também não deixou de chamar atenção para os indicadores sociais que demonstram um agravamento da pobreza em Cuiabá e Várzea Grande. Ele revelou que cerca de 120 mil pessoas nessas cidades vivem abaixo da linha da pobreza e passam fome. ‘É uma situação crítica: não há comida na mesa para essas pessoas. Isso é muito sério’, frisou.
Para mudar esse quadro alarmante, o presidente do TCE propõe medidas que envolvem a industrialização da região e a qualificação da mão de obra. ‘A única forma de reverter essa situação é investir na industrialização e oferecer educação e oportunidades de emprego. Não há como melhorar a vida dos cidadãos sem isso’, concluiu Sérgio Ricardo.
