O cenário preocupante da educação integral em Mato Grosso
Apenas 15% das escolas públicas que oferecem ensino médio em Mato Grosso funcionavam em tempo integral em 2025. Esse dado, divulgado em relatório do Todos Pela Educação com base em informações do MEC/Inep, posiciona o Estado entre os últimos no país nessa modalidade de ensino. Durante pronunciamento no Senado, o senador Jayme Campos (União-MT) criticou duramente essa realidade, destacando a discrepância entre o potencial econômico do Estado e o desempenho educacional.
Segundo Jayme Campos, a baixa adesão à educação em tempo integral revela uma lacuna grave no planejamento e na prioridade política do Estado. “Não basta o Estado ser rico na produção, na exportação e na arrecadação. Ele precisa ser rico também em oportunidades para os seus jovens”, afirmou o senador, ressaltando que Mato Grosso tem condições financeiras para avançar, mas falta vontade política para transformar a educação em prioridade.
Importância da educação integral para o desenvolvimento social
O senador ressaltou que a educação integral é uma política fundamental para melhorar o aprendizado, reduzir desigualdades sociais e proteger crianças e adolescentes da vulnerabilidade. Além disso, ela prepara os estudantes para o mercado de trabalho ao ampliar o tempo de permanência na escola com atividades culturais, esportivas e reforço pedagógico.
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“Quando o jovem passa mais tempo na escola, com ensino de qualidade, atividades culturais, esportivas, reforço pedagógico e preparação para a vida, ele tem mais chance de construir um futuro digno. Quando isso não acontece, quem perde é a família, é a economia, é o Estado e é o Brasil”, enfatizou Jayme Campos, destacando o impacto social e econômico da educação integral.
Desafios e caminhos para a ampliação da jornada escolar
O senador apontou que outros estados brasileiros já avançaram de forma mais consistente na implantação da educação integral, comprovando que o desafio vai além da disponibilidade de recursos. A gestão eficiente e a definição de metas claras são essenciais para o progresso nessa agenda.
“Mato Grosso não pode aceitar ficar para trás numa agenda tão importante. Temos recursos, temos arrecadação e temos condições de fazer mais. O que falta é transformar a educação em prioridade real, com metas claras, orçamento, planejamento e cobrança de resultados”, afirmou Jayme Campos, convocando autoridades e gestores a agirem com determinação.
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Referência histórica e compromisso com a educação
Jayme Campos reforçou seu compromisso com a educação ao lembrar que, durante sua gestão como governador, foi instituída a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) pela Lei Complementar nº 30, de 15 de dezembro de 1993. Essa iniciativa consolidou uma política de interiorização do ensino superior, ampliando o acesso ao conhecimento no interior do Estado.
Para o senador, essa mesma visão deve impulsionar a expansão da educação integral, a valorização dos professores e a melhoria da infraestrutura das escolas públicas. “A educação não pode ser tratada como despesa. Educação é investimento. Mato Grosso precisa formar melhor seus jovens, valorizar seus professores e garantir que a riqueza do Estado chegue também à sala de aula”, concluiu Jayme Campos, destacando a urgência de transformar o sistema educacional mato-grossense.
