Instabilidade política em Várzea Grande gera crise institucional
Várzea Grande, segundo município mais populoso de Mato Grosso, enfrenta um cenário de instabilidade política que tem gerado conflitos incessantes entre a gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) e a oposição liderada pelo vereador Wanderley Cerqueira (MDB). O deputado estadual Júlio Campos (União), uma das figuras políticas mais proeminentes da cidade, afirmou que a atual situação é uma “escolha do povo”, referindo-se à eleição de Moretti.
Conflitos políticos e suas consequências
Os conflitos entre a administração de Flávia Moretti e a oposição têm comprometido a capacidade de governança do município, refletindo-se em problemas graves como as falhas no abastecimento de água e esgoto. Essa crise institucional se intensificou até março deste ano, quando Moretti e o vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) se envolveram em uma disputa acirrada por poder, desviando a atenção dos principais problemas enfrentados pela população.
Júlio Campos, que já foi prefeito de Várzea Grande na década de 1970, destacou que, até três anos atrás, a cidade não enfrentava essa crise. Ele mencionou que as gestões anteriores, sob Kalil Baracat e Lucimar Campos, mantinham uma harmonia entre a Câmara Municipal e a prefeitura, o que facilitava a resolução de questões fundamentais para a população.
Leia também: Flávia Moretti Prioriza Várzea Grande e Descarta Viagem aos EUA
Leia também: Várzea Grande completa 159 anos e busca fortalecer a economia local
Problemas de abastecimento hídrico sem solução
Os problemas de abastecimento hídrico permanecem como uma das principais preocupações da administração municipal. Júlio Campos ressaltou a necessidade urgente de abordar a privatização do DAE, que é crucial para resolver as falhas no abastecimento de água e esgoto. Ele lamentou que, devido aos conflitos internos, a gestão não tem conseguido focar na resolução dessas questões.
Possibilidade de intervenção política
Questionado sobre uma possível intervenção política em Várzea Grande, Júlio Campos afirmou que ele e seu irmão, o senador Jayme Campos (União), têm trabalhado para diminuir o atrito entre o Parlamento e a Prefeitura. Contudo, ele reconheceu que a situação não é fácil. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) poderia desempenhar um papel importante na conciliação, mas Júlio sugeriu que Pivetta já teria “desistido” de intervir na crise.
A instabilidade política em Várzea Grande não é apenas uma questão interna, mas sim uma situação que afeta diretamente a vida da população, que sofre com as falhas nos serviços essenciais. Com a administração em conflito e sem soluções à vista, o futuro da cidade permanece incerto, enquanto os cidadãos aguardam ações concretas que possam reverter essa crise.
