Mauro Mendes destaca necessidade de nova Constituinte para enfrentar crise fiscal
O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), votou na manhã deste domingo (4) na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Durante o ato, Mendes aproveitou para criticar a atual situação fiscal do país e o funcionamento das instituições em Brasília.
Em conversa com jornalistas, Mauro Mendes defendeu uma revisão ampla das leis brasileiras, ressaltando que algumas mudanças exigem, em sua avaliação, a convocação de uma nova Constituinte. “Eu defendo a nova Constituinte, porque algumas mudanças passam necessariamente por uma Constituinte. Senão o Brasil vai quebrar”, afirmou.
Críticas ao endividamento e aos poderes instituídos
O candidato também apontou o endividamento e o custo dos juros como problemas que o próximo Congresso terá que enfrentar. Além disso, direcionou críticas ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF), destacando que os conflitos entre os Poderes e decisões contraditórias aumentam a insegurança institucional e abalam a confiança no país.
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Mauro Mendes afirmou que, caso eleito senador, pretende focar a atuação na revisão de marcos legais e constitucionais, utilizando a experiência acumulada durante seu mandato como governador do Estado. Ele mencionou obras realizadas em sua gestão, especialmente a retomada do Hospital Central de Cuiabá, que havia ficado paralisado por décadas. “Fizemos coisas que pareciam impossíveis de serem feitas em Mato Grosso”, declarou.
Compromisso com resultados e análise das eleições
O ex-governador criticou o excesso de discursos políticos e a falta de entregas concretas no país. Ele garantiu que sua atuação no Senado será pautada pela cobrança por resultados efetivos. Sobre as pesquisas eleitorais, Mauro reconheceu seu valor técnico, mas apontou que os institutos perderam credibilidade devido a resultados que, segundo ele, apresentaram discrepâncias superiores às margens de erro em eleições recentes.
Ao comentar a disputa presidencial, o candidato avaliou que a polarização segue predominante e considerou provável um segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. No entanto, ressaltou que qualquer negociação política deve ocorrer somente após a apuração do primeiro turno.
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Ao deixar a UFMT, Mauro Mendes afirmou encerrar a campanha com a sensação de dever cumprido e demonstrou confiança no desempenho nas urnas.
