Cuiabá entre as capitais com maior custo da cesta básica
Mesmo com uma redução de 3,37% no preço da cesta básica em agosto, Cuiabá segue com a segunda cesta básica mais cara do Brasil, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O custo médio dos alimentos essenciais na capital mato-grossense chegou a R$ 851,57, ficando atrás apenas de São Paulo, onde a cesta custa R$ 900,59.
Queda mensal não alivia pressão no orçamento
A baixa recente acompanha uma tendência nacional, já que 25 das 27 capitais analisadas apresentaram redução no preço da cesta básica. Rio Branco, Manaus e Boa Vista registraram quedas ainda maiores, entre 4,47% e 4,68%. No entanto, mesmo com essa melhora pontual, Cuiabá não saiu do topo do ranking das capitais com maior custo alimentar.
O impacto real aparece na comparação anual: entre agosto de 2026 e agosto de 2025, o preço da cesta básica em Cuiabá subiu 6,42%. Essa é a segunda maior alta do país, ficando atrás apenas de Goiânia, que teve aumento de 7,51% no mesmo período. Esse cenário revela que a inflação dos alimentos ainda pressiona diretamente o bolso dos cuiabanos.
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Produtos que influenciam o custo na mesa do cuiabano
A pesquisa mostra que a queda mensal foi puxada pela safra e pela redução no preço de itens como batata, café em pó, tomate e feijão. Por outro lado, o pão francês, o óleo de soja, o leite integral e o arroz agulhinha continuaram a subir de preço em várias cidades, inclusive em Cuiabá, mantendo a pressão sobre o orçamento das famílias.
Salário-mínimo ideal para manter o padrão de vida
Considerando o custo da cesta básica paulista como referência, o Dieese indicou que, para suprir os gastos básicos com alimentação, moradia, saúde e educação de uma família de quatro pessoas em agosto, seria necessário um salário-mínimo de R$ 7.565,86. Esse valor representa 4,67 vezes o salário-mínimo nominal vigente no país, que está em R$ 1.621,00, evidenciando a distância entre o poder de compra real e o salário oficial.
Com preços elevados e alta acumulada, o custo da cesta básica em Cuiabá reforça desafios para o consumo das famílias e o impacto direto na renda disponível, especialmente para os que vivem com salário mínimo ou próximo disso.
