Certificação reforça compromisso com o bem-estar animal
As unidades de produção de suínos da C.Vale conquistaram a certificação do Programa Suíno Certificado Frimesa, reconhecimento que avalia práticas ligadas ao bem-estar animal nas granjas. A auditoria, realizada nos dias 20 e 21 de outubro, apontou uma pontuação próxima de 100% para a cooperativa, segundo a área de produção suinícola.
A avaliação englobou as unidades de produção de leitões (UPL), desmamados (UPD) e de recria e terminação (URL). O processo verifica se as fazendas atendem às diretrizes da Frimesa que garantem conforto físico, condições adequadas de criação e respeito às necessidades dos suínos.
Critérios técnicos e impacto financeiro para produtores
Entre os principais pontos avaliados estão o controle rigoroso da temperatura nas instalações, especialmente para os leitões, o fornecimento contínuo de água de qualidade e a alimentação balanceada conforme as fases de crescimento. A auditoria acontece anualmente e utiliza uma lista detalhada de boas práticas de manejo e requisitos de bem-estar animal.
Alvadir Varnier Junior, coordenador de Produção Suinícola da C.Vale, destacou que “tivemos um resultado muito positivo nesta auditoria”, reforçando que a certificação valoriza os cuidados adotados e contribui para a qualidade do produto final.
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Além do reconhecimento, os produtores integrados à cooperativa recebem bonificação financeira quando as avaliações são positivas, estimulando a manutenção dos padrões elevados nas granjas.
Valorização do suíno vivo impulsiona o setor em diferentes estados
O preço do suíno vivo registrou alta em outubro em todos os estados acompanhados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em São Paulo, a valorização mensal atingiu 19,9% no dia 23 de outubro, com o quilo do animal cotado a R$ 6,93, o maior aumento entre as praças pesquisadas.
Em Minas Gerais, o preço chegou a R$ 6,96 por quilo, o maior valor nominal entre as regiões monitoradas, com avanço de 13,36%. No Paraná, a cotação foi de R$ 6,02, enquanto no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os valores alcançaram R$ 5,92 e R$ 5,99 por quilo, respectivamente, todos com alta expressiva no mês.
Fatores que influenciam a alta e seus efeitos na cadeia produtiva
A valorização do suíno vivo acompanha o aumento dos preços da carne suína na Grande São Paulo, onde a proteína perdeu espaço competitivo frente à carne bovina e ao frango resfriado. Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento está ligado ao maior controle da oferta de animais com peso adequado para o abate e a uma demanda mais firme na ponta final da cadeia.
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
O cenário positivo também se reflete nas outras proteínas. O frango resfriado teve alta em outubro, impulsionado pela maior procura na primeira quinzena, enquanto a carcaça bovina mantém cotações firmes, sustentadas pelas compras das famílias no começo do mês.
Embora a valorização do suíno vivo seja significativa, a rentabilidade dos produtores depende diretamente dos custos de produção, principalmente da alimentação dos animais, que impacta fortemente o resultado final da atividade.
Em 21 de outubro, o indicador de preço do suíno vivo apresentou variações positivas em todos os estados pesquisados, com valores como R$ 6,96 por quilo em Minas Gerais e R$ 6,01 no Paraná, reforçando uma tendência de alta consolidada no setor.
