Cuiabá pede extinção do plano de pagamento do Corinthians na CNRD
O Cuiabá formalizou nesta terça-feira, 20, um pedido para extinguir o plano de pagamento coletivo do Corinthians na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). A solicitação ocorre após novo atraso no pagamento por parte do clube paulista, que havia firmado o acordo para quitar débitos relacionados à transferência do volante Raniele. A CNRD é um órgão independente criado pela CBF para mediar conflitos financeiros entre clubes.
Procurado, o Corinthians afirmou que está empenhado em resolver a situação o mais rápido possível, mas ainda não há previsão para a análise do pedido do Cuiabá pela CNRD. Essa movimentação acontece pouco tempo depois de o Corinthians ter deixado de pagar a parcela trimestral de R$ 8 milhões prevista no acordo.
Impactos do atraso e pedidos da CNRD
Esse é o segundo atraso consecutivo do Corinthians no pagamento das parcelas do acordo. A quinta parcela, que venceu em julho, também não foi quitada, o que motivou a aplicação de um transfer ban pelo órgão. Naquela ocasião, a CNRD havia solicitado uma mudança na postura do Corinthians para suspender a sanção, que não foi possível, mesmo com a tentativa do clube de antecipar o pagamento da próxima parcela.
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No pedido protocolado, o Cuiabá solicita que o processo original seja reaberto, com o recálculo dos valores devidos, incluindo correção monetária, juros e multas previstas no contrato. O clube cobra os valores referentes à transferência do volante Raniele, anunciada em janeiro de 2024, pelo qual o Cuiabá já recebeu pouco mais de R$ 2 milhões, apesar do total acordado ser de R$ 18 milhões.
Contexto financeiro do Corinthians e próximos passos
O plano homologado pela CNRD em abril de 2025 prevê o pagamento total de aproximadamente R$ 76,9 milhões, divididos em 24 parcelas trimestrais ao longo de seis anos. O acordo envolve débitos do Corinthians com atletas, agentes e outros clubes. Até agora, o clube pagou apenas quatro parcelas, com 80% dos valores sendo destinados aos credores e 20% para cobrir honorários da CNRD. A correção dos valores segue o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).
O Corinthians enfrenta uma crise financeira grave, com dívidas estimadas em R$ 2,8 bilhões. Recentemente, o clube acertou com a Caixa Econômica Federal a suspensão dos pagamentos relacionados ao financiamento da Neo Química Arena. Além disso, o banco não retém mais a bilheteria dos jogos nem parte das premiações. A diretoria avalia também a possibilidade de ceder o naming rights do estádio por 15 anos para abater uma dívida de R$ 640 milhões com a Caixa.
