Segundo turno confirmado com liderança de Flávio Bolsonaro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou na noite deste domingo (4) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25 de outubro. A apuração nacional indicou que nenhum dos candidatos atingiu os 50% dos votos válidos necessários para encerrar a disputa já na primeira fase.
Na contagem nacional, Flávio Bolsonaro liderou com 47,23% dos votos válidos, totalizando 55.706.166 votos nominais, enquanto Lula ficou em segundo lugar com 44,92%, somando 52.977.425 votos. Embora a diferença de pouco mais de 2,7 milhões de votos tenha marcado o cenário nacional, o panorama ficou mais evidente em Mato Grosso.
Votação expressiva em Mato Grosso fortalece campo conservador
O eleitorado mato-grossense reforçou a tradição de apoio ao campo conservador, concedendo a Flávio Bolsonaro uma vitória expressiva no primeiro turno. O senador conquistou 65,16% dos votos válidos no estado, o que representa mais de 1,2 milhão de votos para o PL. Em contraste, o presidente Lula obteve apenas 29,17% dos votos em Mato Grosso, um total de pouco mais de 581 mil votos.
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Esse resultado posiciona Mato Grosso como um dos principais redutos do bolsonarismo no país, impulsionando a candidatura liberal rumo ao Palácio do Planalto. Ao mesmo tempo, evidencia a polarização nacional e a fragmentação do eleitorado fora dos dois principais polos.
Candidatos menores e participação eleitoral
Entre os candidatos derrotados, o escritor Augusto Cury (Avante) destacou-se nacionalmente com 2,91% dos votos válidos, somando 3.420.188 votos. Seguiram Renan Santos (Missão) com 2,25% (2.659.362 votos) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que obteve 2,20% (2.589.977 votos).
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), alcançou 0,28% (324.561 votos), enquanto os demais concorrentes — incluindo Samara (UP), Dias (PSTU), Barão (DC) e Costa (PCB) — registraram desempenho inferior a 0,10% cada, consolidando a baixa representatividade desses partidos na disputa presidencial.
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 mobilizou uma operação logística coordenada pela Justiça Eleitoral, que registrou 78,95% de comparecimento nacional dos eleitores aptos. A taxa de abstenção ficou em 21,05%, enquanto os votos brancos representaram 1,84% e os nulos 2,92% do total de votos.
