Aumento expressivo nos casos de influenza em Cuiabá
Os casos de influenza em Cuiabá apresentam uma elevação significativa. De acordo com o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), entre as semanas epidemiológicas 1 e 25 deste ano, a capital registrou 2.239 notificações da doença, representando um aumento de 74,02% em comparação ao mesmo período de 2025.
Perfil dos grupos mais afetados e impacto nas internações
Do total de casos, 1.742 ocorreram entre moradores de Cuiabá, com destaque para as crianças de até 6 anos, que lideram os registros com 893 notificações. A população entre 15 e 59 anos soma 634 casos, seguida pela faixa etária de 7 a 14 anos, com 540 ocorrências. Entre os idosos, considerados grupo de maior risco para complicações, foram confirmados 172 casos.
O aumento dos casos também refletiu nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que somaram 325 até a 25ª semana epidemiológica, sendo que 254 pacientes eram residentes da capital.
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Mortes e fatores que influenciam o crescimento dos casos
O boletim epidemiológico registrou 21 mortes relacionadas à influenza, das quais 16 foram de moradores de Cuiabá. A maioria das vítimas, 14 pessoas, tinha mais de 60 anos, evidenciando a maior vulnerabilidade dos idosos diante da doença.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, o crescimento dos casos está associado à circulação sazonal dos vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da oferta de exames laboratoriais, que permitiram identificar mais pacientes infectados neste ano.
Vacinação e orientações para prevenção
Para conter a disseminação da influenza, a vacinação continua disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá, voltada para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Estão contemplados idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, profissionais da saúde, pessoas com doenças crônicas ou deficiência permanente, professores, profissionais da segurança pública, trabalhadores do transporte, povos indígenas, comunidades quilombolas, entre outros públicos-alvo da campanha.
Além da imunização, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de medidas preventivas, como a higienização frequente das mãos, a etiqueta respiratória e a busca por atendimento médico em casos de agravamento dos sintomas, especialmente para crianças, idosos e pessoas com comorbidades.
