Festival Promove a Cultura Tradicional Mato-grossense
O deputado Eduardo Botelho (MDB) marcou presença na 17ª edição do Festival de Siriri e Cururu, que ocorreu na Arena Pantanal em Cuiabá, entre os dias 7 e 10 de maio. Durante o evento, o parlamentar reforçou a importância de valorizar as manifestações culturais tradicionais de Mato Grosso, destacando que preservar essas tradições é fundamental para a história e a identidade do povo mato-grossense.
O festival reuniu diversos grupos folclóricos de várias regiões do Estado, mantendo vivas as expressões culturais centenárias por meio do siriri, uma dança caracterizada por seu ritmo vibrante, e do cururu, uma manifestação musical típica da cultura pantaneira. Botelho, em seu discurso, enfatizou que apoiar este tipo de iniciativa cultural é essencial para a valorização da história local.
“Quero parabenizar todos vocês que cultivam a nossa arte e lutam diariamente para manter viva a história da nossa cultura. Para mim, é uma satisfação enorme apoiar eventos como esse, pois eles representam a nossa história. Não se trata apenas de dança ou música, mas da identidade e das raízes do nosso povo”, destacou Botelho.
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O deputado também fez uma conexão pessoal com as tradições culturais, lembrando que seu pai era um cantor de Cururu. “Cresci ouvindo Cururu e acompanhando o Siriri. Portanto, ver essa tradição sendo apreciada é algo especial. Isso representa nossa vida e nossa alma. Precisamos respeitar e transmitir essa cultura para as próximas gerações, mantendo viva a história de Cuiabá e do nosso povo”, comentou.
Atividades e Expositores do Festival
Além das apresentações culturais, o festival contou com um desfile dos grupos participantes, atrações especiais e a Feira de Economia Criativa e Solidária dos Quintais Cuiabanos, que abrigou 20 expositores. O projeto foi realizado pelo Instituto Brasil e recebeu apoio por meio de patrocínios da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91).
Durante os quatro dias de festividades, o evento uniu grupos tradicionais da Baixada Cuiabana e de cidades interioranas, incluindo Barão de Melgaço, Cuiabá, Cáceres, Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Sapezal, Santo Antônio de Leverger e Várzea Grande.
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Entre os grupos que se apresentaram estão Vitória Régia, Bacuri Livramentense, É Bem Mato Grosso, São Gonçalo Beira Rio, Siriri Elétrico, Tradição Cuiabana do Coxipó, Flor Serrana, Flor do Atalaia, Raízes Cuiabanas, Flor do Campo, Voa Tuiuiú, Primos e Primas e Patucha – Panorama Turístico Cultural Chapadense.
Importância do Festival
A coordenadora do escritório estadual do Ministério da Cultura em Mato Grosso, Lígia Viana da Silva, também comentou sobre a relevância do festival para a cultura popular e a identidade regional. “Recebemos incentivo constante da ministra Margareth Menezes e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para valorizar a cultura popular. O Cururu e o Siriri são espaços fundamentais para a articulação cultural e alimentam o que é essencial para nós, que é a nossa alma”, afirmou.
A importância da preservação do patrimônio cultural relacionado ao Cururu e Siriri foi reforçada por Fernanda Araújo, representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Mato Grosso. “É crucial reconhecer a importância da viola, dos mestres, músicos, dançarinos e dançarinas que mantêm esta tradição viva de geração em geração”, enfatizou.
David Moura, secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, também agradeceu ao deputado Botelho pelo apoio ao festival. “Siriri e Cururu significam muito mais do que dança e música. Eles trazem consigo a história, a identidade e as raízes do nosso povo cuiabano e de toda a Baixada Cuiabana”, acrescentou.
Ao encerrar sua participação, Botelho fez questão de parabenizar todos os grupos culturais, artesãos, produtores da agricultura familiar e o público presente na Arena Pantanal. “Agradeço a todos que vieram cantar, dançar e expor seus produtos, mostrando que valorizam e reconhecem a importância da nossa cultura popular”, concluiu.
