empate Amargo e Expectativas da Torcida
O empate em 1 a 1 com o Criciúma, realizado na Arena Pantanal, deixou o Cuiabá com a sensação de que perdeu mais do que apenas dois pontos. Após o gol sofrido nos acréscimos, o técnico Eduardo Barros não escondeu sua frustração, descrevendo o resultado como “amargo” e reconhecendo a dívida com a torcida. Neste momento, Barros fez uma análise mais ampla sobre a trajetória da equipe, dividindo-a em ciclos distintos.
O gol cedido aos 48 minutos, em uma jogada de bola parada, foi um dos principais pontos de incômodo para o treinador. Ele explicou que, apesar de ter o jogo sob controle, a equipe falhou na reta final.
“A responsabilidade é coletiva. Jogadores, comissão e direção têm suas funções. Nós entendemos a insatisfação do torcedor. É um sentimento amargo, especialmente porque temos quatro jogos sem perder, mas pontuamos menos do que esperávamos, principalmente em casa”, afirmou Barros.
Ele continuou: “Não dá para tomar um gol aos 48 minutos. Era um jogo que precisava ser controlado, e faltou esfriar a partida e evitar a bola parada. Perdemos dois pontos valiosos.”
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Meritos do Adversário e Análise do Desempenho
Apesar de reconhecer a qualidade do adversário, Barros enfatizou que o empate não era um resultado inevitável. “Não fomos pressionados a ponto de parecer que o gol era uma certeza. Estávamos dominando a partida, e acabamos entregando uma bola parada que aumentou o risco. Isso é frustrante”, confessou.
O treinador também comentou sobre a diferença de atuação entre os dois tempos do jogo. Segundo ele, a equipe fez uma primeira etapa sólida, mas não conseguiu manter o mesmo ritmo após o intervalo.
“Fizemos um primeiro tempo muito bom, neutralizando o Criciúma e criando as melhores oportunidades. No segundo tempo, não conseguimos manter o nível. Precisamos avaliar o que deixamos de fazer para preservar essa performance”, disse Barros.
Desempenho na Tabela e Expectativas Futuras
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No momento, o Cuiabá soma oito pontos — com uma vitória, cinco empates e uma derrota — e ocupa uma posição intermediária na tabela. A equipe busca encontrar regularidade, e o técnico acredita que o desempenho em casa tem sido um ponto fraco.
“Estamos em dívida com a torcida. Em casa, conquistamos apenas três pontos em quatro jogos. Fora, temos cinco pontos em três partidas. É frustrante, porque muitos desses jogos estavam sob nosso controle”, lamentou. Barros ressaltou a importância do apoio da torcida: “O torcedor é o nosso 12º jogador. Quando o apoio é forte, a equipe tende a responder. No entanto, é natural que haja frustração. O sentimento de tristeza e raiva é legítimo”.
Visão do Treinador sobre seu Trabalho
Quando questionado sobre sua gestão, Eduardo Barros adotou um tom reflexivo e dividiu sua passagem recente pelo clube em três etapas. “Eu vejo três ciclos nesse período. No ano passado, tivemos uma sequência de nove jogos sem perder, lidamos com lesões e lutamos até a reta final pelo acesso”, recordou.
“Depois, houve uma reestruturação do elenco, com um time mais jovem no estadual, visando um modelo de menor custo e avaliação de atletas”. Barros concluiu: “Agora estamos em um terceiro ciclo com a Série B. Este é um time que ainda está se consolidando, e este grupo já jogou junto em sete ocasiões”.
Apesar das críticas, o treinador enxergou um ponto positivo na atual fase: “Se olharmos o copo meio cheio, são quatro jogos sem perder. Se tivéssemos uma vitória a mais, teríamos oito pontos em 12 possíveis nesse recorte, o que nos colocaria próximos do G-6”.
Barros também revelou que o time tem enfrentado problemas significativos com lesões, que impactaram diretamente na formação da equipe. “Perdemos quatro jogadores de uma rodada para outra. Hernandes teve lesão muscular, Vitor Mendes apresenta um traço de fratura na fíbula, Otávio está com lesão no joelho e Lorenzo também sofreu uma contusão. Esses atletas teriam um papel importante na equipe. Isso afeta diretamente as opções e nosso desempenho”, explicou.
O Cuiabá volta a campo no próximo sábado, enfrentando o Athletic fora de casa, em busca de transformar suas atuações em resultados concretos e aliviar a pressão que começa a crescer.
