Análise do mercado de trabalho em Mato Grosso
Em março de 2026, Mato Grosso enfrentou um saldo negativo de 1.716 postos de trabalho com carteira assinada, conforme os dados divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Apesar desse resultado desfavorável no mês, o estado mantém um saldo positivo no acumulado do primeiro trimestre deste ano.
O Ministério do Trabalho e Emprego, liderado por Luiz Marinho (PT), apresentou os números na última quarta-feira (29). O panorama nacional mostrou um cenário otimista, com a criação de 288.208 novas vagas formais. Em contraste, Mato Grosso observou uma queda em relação ao mês anterior.
Comparando com fevereiro de 2026, o mês de março registrou uma diminuição significativa, com 58.387 admissões contra 60.103 demissões, resultando em um saldo negativo de 1.716 vagas. No mês anterior, o estado havia registrado um saldo positivo de 4.749 novas contratações.
Atividades Econômicas e Geração de Vagas
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Analisando as principais atividades econômicas — Serviços, Construção, Indústria Geral, Comércio e Agropecuária — apenas o setor agropecuário registrou queda. A nível nacional, esse setor perdeu 18.096 postos de trabalho, com 4.248 desligamentos ocorrendo na região Centro-Oeste.
Entre os municípios do estado, Cuiabá se destacou na criação de novas oportunidades, com um saldo positivo de 876 vagas. Campo Verde e Várzea Grande seguiram na lista, com 436 e 345 novas contratações, respectivamente. Por outro lado, a maior redução foi observada em Diamantino, que perdeu 447 postos, seguido por Juruena (-432) e Sapezal (-314).
Performance do Primeiro Trimestre de 2026
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No acumulado do primeiro trimestre de 2026, Mato Grosso ainda conseguiu um saldo positivo de 22.106 empregos com carteira assinada. Os dados do Caged indicam que, durante esse período, foram registradas 188.939 admissões e 166.833 desligamentos, resultando em uma abertura líquida de vagas. Com essa movimentação, o estoque de empregos formais no estado alcançou 997.735 postos de trabalho, refletindo a continuidade do crescimento do mercado formal no início do ano.
Esse desempenho mostra que, apesar da retração enfrentada em março, os números acumulados do primeiro trimestre indicam uma recuperação e um dinamismo ainda presente no setor formal de Mato Grosso.
