Nova Iniciativa para a saúde da mulher Idosa
Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado estadual Alex Sandro, do partido Republicanos, apresentou, nesta quarta-feira (29), o projeto de lei nº 502/2026. A proposta institui o Programa Estadual de Saúde da Mulher Idosa, que destina-se a promover um atendimento integral, humanizado e especializado às mulheres com 60 anos ou mais. O foco principal do projeto é em áreas como prevenção, diagnóstico, tratamento e qualidade de vida.
O aumento acelerado da população idosa no estado, especialmente entre as mulheres, é um dos fatores que justificam a criação do programa. Conforme dados do Censo 2022, houve um crescimento de 30% na quantidade de idosos em Mato Grosso na última década. Em cidades como Cuiabá, a maioria dos idosos é do sexo feminino, com um destaque especial para as faixas etárias entre 60 e 69 anos.
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De acordo com o deputado, o projeto não implicará em novos custos, mas sim na reorganização e na melhoria do que já existe no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele enfatiza que a proposta pode gerar economia ao Estado ao priorizar a prevenção. “Ouvi muito de senhoras que estão na melhor idade sobre a necessidade de um atendimento mais sensível e humano por parte do SUS. Portanto, trago para esta Casa uma lei que considera essas questões sem aumentar os gastos públicos, mas sim remanejando recursos com eficiência para aqueles que mais necessitam de atenção. Cuidar melhor da melhor idade é uma forma de proporcionar qualidade de vida e evitar problemas mais sérios”, destacou Sandro em seu pronunciamento na tribuna.
Estudos demográficos recentes apontam que o número de mulheres idosas em Mato Grosso está crescendo em um ritmo superior ao das faixas etárias mais jovens. Essa realidade amplia a demanda por serviços de saúde, tanto na atenção primária quanto na especializada e hospitalar. Isso se deve ao aumento da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão arterial, diabetes, osteoporose e problemas cardiovasculares. Além disso, questões relacionadas à saúde mental, ao isolamento social e à violência também são preocupações que afetam este grupo.
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A proposta, agora, segue para votação, que está prevista para ocorrer na próxima sessão ordinária, marcada para o dia 06 de maio.
