Aprovação do Financiamento pela ALMT
Na sessão realizada ontem (22), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, com dispensa de pauta, a Mensagem 73/2026. Este projeto de lei, de autoria do Poder Executivo, autoriza um financiamento de até R$ 15 milhões para a Associação dos Camelôs do Shopping Popular (ACSP), localizado em Cuiabá. Agora, a proposta aguarda a sanção do governo do estado.
Os recursos para o financiamento serão disponibilizados através da Desenvolve MT, utilizando verbas do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FUNDES). O montante será aplicado na melhoria da infraestrutura, na aquisição de novos equipamentos e na modernização do espaço comercial, que foi severamente danificado por um incêndio ocorrido em julho de 2024.
Condições Atraentes e Garantias
O projeto apresenta condições vantajosas de pagamento, com juros que seguem a variação do IPCA acrescidos de 2% ao ano. Os camelôs terão um período de carência de até dois anos e poderão quitar a dívida em até cinco anos. A garantia será oferecida por meio da cessão de receitas geradas pela própria associação, como taxas condominiais.
Durante a votação, diversos comerciantes do Shopping Popular acompanharam atentamente do público, enquanto o presidente da ACSP, Misael Galvão, utilizou a tribuna para expressar a luta pela reconstrução e o impacto social que isso representa.
“Enfrentamos uma tragédia que afetou muitas famílias, mas nunca perdemos a esperança. Com a união, o apoio dos deputados e a sensibilidade do governo, estamos no caminho de reconstruir o Shopping Popular, que é um patrimônio não só de uma pessoa, mas de todos os cuiabanos e mato-grossenses”, declarou Galvão.
A Importância do Financiamento para a Comunidade
Na justificativa enviada à Assembleia Legislativa, o governador Otaviano Pivetta enfatizou a relevância social da liberação deste financiamento. “Esse apoio financeiro reafirma nosso compromisso com a reconstrução do Shopping Popular e com as centenas de famílias que dependem deste local, fortalecendo a economia local e promovendo a inclusão social”, ressaltou um trecho do documento.
O presidente da ALMT, Max Russi (Podemos), sublinhou a importância da agilidade nas discussões para a aprovação da proposta. “Trabalhamos intensamente em três sessões para limpar a pauta e garantir que essa medida essencial fosse aprovada. É uma ação crucial para que o Shopping Popular retome suas atividades e permita que os trabalhadores reergam seus negócios com dignidade”, afirmou.
O deputado Eduardo Botelho (MDB) também comentou sobre o esforço conjunto no processo de viabilização do projeto. “Este foi um trabalho colaborativo desta Casa, com várias vozes envolvidas. Agora, com a aprovação, podemos garantir que o Shopping Popular será reconstruído, voltando ainda melhor para todos os cuiabanos”, destacou Botelho.
Unidade e Resiliência entre os Parlamentares
Alex Sandro (Republicanos) reforçou que a união dos parlamentares foi fundamental para o avanço da proposta. “Quando a população se beneficia, não é apenas um ou dois deputados que fazem a diferença, é a Assembleia como um todo. A mobilização foi coletiva para assegurar que esses recursos cheguem às mãos de quem realmente precisa”, observou.
O deputado Sebastião Rezende fez questão de ressaltar a determinação dos trabalhadores do Shopping Popular. “A resiliência demonstrada por vocês é admirável. Vocês não desistiram e agora estão mais próximos de reconstruir com dignidade, o que resultará em novos empregos e renda para muitos”, disse o parlamentar.
Por fim, o deputado Wilson Santos (PSD), que presidiu a sessão, recordou a importância histórica do comércio ambulante em Cuiabá e a origem do Shopping Popular. “Esse espaço é fruto de um trabalho que durou décadas para organizar o comércio informal e garantir dignidade aos trabalhadores. Hoje, estamos dando mais um passo significativo nessa trajetória”, afirmou Santos.
A proposta também prevê a possibilidade de acréscimo de recursos por meio de emendas parlamentares e estabelece que a liberação do financiamento ocorrerá conforme o progresso das obras, com pagamentos diretos aos fornecedores. Esta medida busca garantir maior controle e transparência na aplicação dos recursos destinados à reconstrução do shopping.
