Deputados Cobram Explicações sobre Demissões no Samu
Em uma recente sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), os deputados votaram a favor de um requerimento que convoca o secretário de Saúde do estado, Gilberto Figueiredo, para justificar a demissão de 56 funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Cuiabá. A convocação, aprovada nesta quarta-feira (25), ocorre em meio a um protesto realizado pelos servidores do Samu nas dependências da Casa de Leis, o que evidencia a insatisfação com as medidas adotadas pelo governo.
O secretário Figueiredo deverá comparecer à Assembleia na próxima terça-feira (31) para apresentar sua explicação sobre os cortes significativos no quadro de pessoal. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) emitiu uma nota onde afirma que as demissões não afetarão a qualidade do atendimento prestado à população. Segundo o comunicado, no ano passado, houve uma integração das ações do Samu com o Corpo de Bombeiros, o que, segundo o governo, aumentou em 30% o número de atendimentos e reduziu em 36% o tempo de resposta para as chamadas de emergência.
A nota também destaca que, antes da parceria com os bombeiros, existiam apenas nove ambulâncias do Samu atuando em Cuiabá. Após a colaboração, esse número cresceu para 20 ambulâncias, o que, segundo a SES, possibilitou um serviço mais ágil e eficiente. Contudo, a demissão de profissionais-chave, entre eles 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem, levanta sérias preocupações sobre a continuidade desse serviço essencial.
O sindicato que representa os trabalhadores do Samu expressou preocupações sobre as demissões, alertando que essa redução no quadro de pessoal pode acarretar o fechamento de bases de atendimento e, consequentemente, comprometer a eficácia do serviço prestado à população. Os servidores que realizaram o protesto na Assembleia ressaltaram a importância de manter um número adequado de profissionais para assegurar a qualidade e a agilidade no atendimento de emergências médicas.
A situação é ainda mais delicada em um momento em que a demanda por serviços de saúde está em alta. Especialistas em saúde pública enfatizam que a redução de profissionais pode impactar diretamente na resposta a emergências, colocando vidas em risco. Um médico que prefere não se identificar comentou: “Em situações críticas, cada segundo conta. A falta de equipe pode significar a diferença entre a vida e a morte para muitos pacientes.”
Os desdobramentos da convocação do secretário Figueiredo e a resposta do governo às preocupações da população e dos profissionais de saúde serão cruciais para determinar o futuro do Samu em Mato Grosso. A pressão da Assembleia e a mobilização dos trabalhadores indicam que o tema não será deixado de lado, e os cidadãos aguardam explicações claras e ações efetivas para garantir que o atendimento de emergência continue a ser uma prioridade na gestão pública.
