Desafios na Educação Especial
Na manhã desta segunda-feira, o deputado estadual Lúdio Cabral, do PT, promoveu uma audiência pública fundamental para discutir a ausência de professores de apoio pedagógico especializado nas escolas públicas de Mato Grosso. O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre a situação que afeta diretamente a educação de estudantes autistas e com deficiência.
Os profissionais de apoio pedagógico são essenciais para atender as demandas dos alunos na rede estadual. No entanto, a rescisão dos contratos desses profissionais em dezembro de 2025 deixou as escolas sem os recursos humanos necessários para garantir um aprendizado inclusivo e de qualidade. Com a falta de novas contratações ou reposições, a situação se torna cada vez mais crítica.
A convocação do secretário Alan Porto foi aprovada pelo Plenário da Assembleia Legislativa em uma sessão realizada no dia 11 de fevereiro. Este é um indicativo da seriedade do problema e do empenho do deputado Lúdio Cabral em buscar soluções para a educação especial no estado.
Além do secretário, a audiência contará com a presença de representantes dos professores de apoio pedagógico, profissionais da educação, pais de estudantes, além de representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado. A participação dessas vozes é crucial para a formulação de propostas que possam efetivamente solucionar a falta desses profissionais nas escolas.
Esta não é a primeira vez que Lúdio Cabral convoca o secretário para discutir essa questão. Em uma audiência anterior, realizada em novembro do ano passado, educadores e pais de crianças com necessidades especiais já estavam mobilizados pedindo a renovação dos contratos com os profissionais interinos. A necessidade de garantir a continuidade do atendimento educacional para esses alunos é um clamor que ecoa entre todos os envolvidos.
O deputado destacou a importância do diálogo e da união de esforços entre os órgãos responsáveis para que a situação seja revertida o mais rápido possível. A educação inclusiva é um direito de todos, e a ausência de apoio especializado pode comprometer o futuro acadêmico e social dos alunos.
