Fortalecimento das políticas culturais em Mato Grosso do Sul
Nos primeiros seis meses de 2026, o Governo de Mato Grosso do Sul intensificou suas políticas públicas de cultura por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS). Com foco na valorização da identidade regional, as ações atingiram artistas, produtores, gestores culturais e o público de todos os 79 municípios do Estado, promovendo uma agenda plural e abrangente.
A atuação da FCMS se dividiu em três frentes principais: ampliação do fomento cultural com o lançamento de 22 editais e chamamentos públicos; descentralização das atividades culturais levando programação artística a diferentes regiões; e modernização da infraestrutura cultural, incluindo a preservação do patrimônio e programas permanentes de capacitação.
Descentralização e valorização da cultura local
Entre as iniciativas que mais marcaram o semestre, o Circula Cultura MS percorreu 42 municípios, impactando cerca de 25 mil pessoas com mais de 200 apresentações artísticas. O projeto destacou mais de 110 atrações locais, valorizando artistas sul-mato-grossenses, fortalecendo tradições culturais e movimentando a economia criativa regional.
A programação do Circula Cultura MS foi cuidadosamente construída para refletir a diversidade de cada localidade, incluindo música, dança, teatro, circo, capoeira e manifestações populares. Uma carreta-palco adaptada levou atividades socioculturais e educativas, ampliando o acesso da população à cultura onde ela está.
Segundo a Fundação, “o Circula mostrou que a arte precisa chegar onde as pessoas estão, fortalecendo talentos locais e criando oportunidades para os trabalhadores da cultura no interior”.
Outro ponto alto do semestre foi o Festival América do Sul 2026, realizado em Corumbá entre 14 e 17 de maio. O evento consolidou a cidade como um polo de integração cultural, reunindo artistas brasileiros e sul-americanos em uma programação gratuita que atraiu milhares de pessoas a espaços públicos, escolas e praças.
Com shows que reuniram grandes públicos, como o encerramento de Dilsinho com cerca de 20 mil pessoas, o festival também contou com apresentações de Marcelo D2 e Dennis DJ. Além dos grandes palcos, as atrações ocuparam tendas, associações, escolas e espaços culturais, abrangendo música, teatro, dança, literatura e artes visuais.
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Fomento cultural e diversidade artística
O primeiro semestre também consolidou o fomento à cultura com o lançamento de 22 editais e chamamentos públicos em áreas como cultura comunitária, patrimônio, formação, literatura e audiovisual. A Fundação manteve a execução dos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), ampliando o alcance de seus investimentos.
Destaque para o edital Cultura Viva, que selecionou 11 Pontos de Cultura para receber R$ 90 mil cada, totalizando R$ 990 mil em recursos destinados ao fortalecimento da cultura comunitária. Com apoio da PNAB, essa iniciativa amplia o acesso da população aos bens culturais e apoia organizações que atuam diretamente nas comunidades.
No setor audiovisual, a Fundação estruturou o programa Rota Cine MS, que promove a cadeia produtiva local na Capital e interior. O programa inclui a implantação do circuito Cine Câmara em 40 municípios, exposições no Museu da Imagem e do Som (MIS), oficinas de qualificação, criação de estúdio público para produtores e o fortalecimento da Pantanal Film Commission.
Além disso, foram lançados três editais específicos para audiovisual, com investimentos de R$ 1 milhão para produção, difusão de obras e participação de profissionais sul-mato-grossenses em festivais.
Preservação da memória cultural e formação continuada
A preservação da memória e o acesso ao patrimônio cultural foram outros pilares das políticas públicas em 2026. O Museu da Imagem e do Som (MIS) reabriu suas portas após revitalização, oferecendo melhores condições para exposições, atividades educativas e conservação do acervo audiovisual, reforçando seu papel como referência cultural no Estado.
Por meio de edital financiado pela Política Nacional Aldir Blanc, a Fundação destinou R$ 440 mil para 15 projetos voltados ao fortalecimento institucional de museus, arquivos e bibliotecas comunitárias, promovendo organização de acervos, preservação documental e ampliação do acesso público.
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O Sistema Estadual de Museus foi beneficiado com esses investimentos, que alcançaram instituições comunitárias e privadas responsáveis por importantes acervos históricos.
Na área de gestão documental, o Arquivo Público Estadual realizou a Semana Nacional de Arquivos, com palestras e oficinas que destacaram a importância da preservação da memória coletiva.
Outro avanço foi a implantação da ação Arte e Cultura na Educação de Tempo Integral, que oferece oficinas e atividades artísticas para estudantes da Rede Estadual de Ensino. Essa iniciativa amplia o acesso à formação cultural desde a infância, estimulando a criatividade e a valorização da identidade sul-mato-grossense.
Economia criativa como motor de desenvolvimento
A Fundação também avançou no mapeamento da Economia Criativa em Mato Grosso do Sul, reunindo dados sobre profissionais, empreendedores e cadeias produtivas culturais em todas as regiões. Essas informações servirão de base para elaborar políticas públicas que fortaleçam o setor, promovam geração de renda e ampliem oportunidades para os trabalhadores da cultura.
Durante o semestre, a valorização da produção cultural alcançou áreas como literatura, patrimônio, audiovisual e manifestações populares, reafirmando a cultura como vetor importante para o desenvolvimento econômico, inclusão social e fortalecimento da identidade regional.
O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, reforça: “As ações desenvolvidas mostram que o Estado consolida uma política cultural abrangente e estruturada, que amplia o acesso, fortalece equipamentos públicos e chega a todas as regiões. A cultura é um instrumento de cidadania, desenvolvimento e valorização da identidade sul-mato-grossense”.
