Circula Cultura MS encerra primeira edição com grande público
A primeira edição do projeto Circula Cultura MS chegou ao fim no dia 24 de maio, após percorrer 42 municípios de Mato Grosso do Sul. Ao longo de um mês, o projeto reuniu cerca de 25 mil pessoas, consolidando-se como uma das maiores ações de circulação cultural no estado. A apresentação final ocorreu em Naviraí, com o espetáculo de circo Fuzarca, da companhia Trupior, acompanhado por artistas locais que enriqueceram a programação.
Valorização cultural e diversidade artística em cada cidade
Desde o início das atividades, em 23 de abril, em Sonora, o Circula Cultura MS utilizou uma carreta-palco adaptada para levar apresentações artísticas, atividades socioculturais e ações educativas. Cada cidade recebeu uma programação construída para valorizar suas características culturais próprias, com atrações que envolveram música, dança, teatro, circo, capoeira e manifestações da cultura popular regional.
Mais de 110 atrações locais participaram do projeto, que realizou mais de 200 apresentações entre shows selecionados e convidados indicados pelos municípios. Essa diversidade artística não só fortaleceu a cena cultural regional, como também impulsionou a economia criativa local, com feiras, artesanato e gastronomia integrando as ações em cada lugar visitado.
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Financiamento público e impacto cultural no estado
O Circula Cultura MS foi financiado pela Política Nacional Aldir Blanc, do Governo Federal, e executado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) e da Fundação de Cultura de MS (FCMS). A produção ficou a cargo da Organização da Sociedade Civil Flor e Espinho Teatro, que destacou o alcance do projeto com 25 espetáculos selecionados, cada um com duas apresentações, totalizando 50 eventos iniciais, além de mais de 80 shows musicais, 68 de dança e 25 apresentações de teatro e circo indicadas pelos municípios.
Descentralização do acesso e fortalecimento das identidades regionais
Segundo Nair Gavilan, diretora e produtora cultural da Flor e Espinho Teatro, o projeto desempenhou papel fundamental na descentralização do acesso à cultura, promovendo oportunidades para artistas do interior e valorizando as identidades regionais. Além disso, destacou o papel do Circula Cultura MS na ampliação da economia criativa dos municípios participantes.
Para Anderson Lima, coordenador do projeto e diretor da Flor e Espinho Teatro, a iniciativa ampliou os espaços para apresentações de artistas locais e projetos sociais, oferecendo infraestrutura técnica de qualidade. Ele ressalta que o Circula Cultura MS se firmou como uma das maiores ações de circulação cultural já realizadas em Mato Grosso do Sul, reforçando a cultura como ferramenta de inclusão social e valorização dos territórios.
Com resultados expressivos, o projeto encerra sua primeira edição deixando um legado importante para a cena cultural do estado, além de abrir caminhos para a continuidade da circulação artística e o fortalecimento das redes culturais regionais.
