Análise do Rendimento Médio em Mato Grosso
Dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD-C), realizada pelo IBGE, revelaram que, em 2025, o rendimento médio mensal real das diversas fontes de renda em Mato Grosso se estabeleceu como o 9º maior entre os estados brasileiros. Com um valor de R$ 3.473, o estado apresentou um incremento em comparação a 2024, quando o rendimento era de R$ 3.403. Apesar da leve alta, Mato Grosso se mantém acima da média nacional, que ficou em R$ 3.367. Contudo, a situação é preocupante ao analisarmos o cenário nacional: nosso estado agora ocupa o 9º lugar, atrás de unidades como o Distrito Federal (R$ 6.492), São Paulo (R$ 4.106), Rio de Janeiro (R$ 4.039), Santa Catarina (R$ 3.900), Paraná (R$ 3.852) e Rio Grande do Sul (R$ 3.836).
O desempenho de Mato Grosso do Sul (R$ 3.564) e Goiás (R$ 3.539) foi superior ao de Mato Grosso em 2025, o que marca um retrocesso, pois no ano anterior, nosso estado ocupava a 7ª posição em termos de rendimento médio mensal. Quando se observa a região Centro-Oeste, Mato Grosso aparece em último lugar, contrastando com 2024, quando estava à frente apenas do Distrito Federal.
Comparativo Nacional e Regional
Em um olhar mais amplo, ao considerar apenas o rendimento médio mensal real de todos os trabalhadores ocupados com idade a partir de 14 anos, o Brasil apresentou uma média de R$ 3.560. Dentre os estados, apenas nove superaram essa média, incluindo Mato Grosso, que alcançou R$ 3.688 em 2025. Esses números colocam o estado em uma posição competitiva, mas ainda abaixo do que se esperava em comparação aos anos anteriores.
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Crescimento da População Ocupada
Entre 2024 e 2025, a população residente ocupada no Brasil com rendimento cresceu 0,9%, passando de 140,4 milhões para 143 milhões de pessoas. No entanto, Mato Grosso apresentou um crescimento inferior ao percentual nacional, com um aumento de apenas 0,2%, passando de 2,49 milhões de pessoas ocupadas em 2024 para 2,54 milhões em 2025. Essa estagnação é um sinal de alerta sobre as condições do mercado de trabalho no estado.
Além disso, a PNAD-C revelou detalhes sobre a distribuição da população ocupada por gênero. No Brasil, 56,8% da população ocupada com rendimento é composta por homens, enquanto as mulheres representam 43,2%. Em Mato Grosso, a proporção é ainda mais desigual, com 58,8% de homens e 41,2% de mulheres. Essa disparidade, embora esteja em processo de redução ao longo do tempo, ainda contrasta fortemente com dados históricos; por exemplo, em 2012, a população masculina ocupava 63% do total de trabalhadores.
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Considerações Finais
Os dados da PNAD-C para 2025 refletem um cenário complexo para Mato Grosso, onde o rendimento médio mensal e a posição em relação aos demais estados mostraram uma queda significativa. O estado enfrenta desafios na melhoria da renda média, especialmente em um contexto onde outros estados do Centro-Oeste estão se destacando mais. O crescimento da população ocupada, embora positivo, não acompanha o ritmo nacional, apontando para uma necessidade urgente de políticas públicas que fomentem o emprego e a equidade de gênero no mercado de trabalho.
