Professores se Mobilizam em Alto Paraguai
Na última sexta-feira, 8 de maio, educadores da rede municipal de Alto Paraguai, localizada a 178 km de Cuiabá, organizaram um protesto em frente à prefeitura da cidade. O evento, promovido pela subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), tinha como objetivo principal reivindicar o cumprimento do Piso Salarial Nacional do magistério. Com salários de R$ 2.726,38 para uma carga de 30 horas semanais, os professores denunciam que a remuneração está muito aquém do piso nacional, que é de R$ 5.130,63.
A manifestação contou com a exibição de faixas e cartazes que solicitavam melhorias nos direitos dos educadores. Com um bom dia ao prefeito entoado em ritmo de canções infantis, as professoras também aproveitaram o momento para expressar mensagens contundentes sobre a retirada de direitos e a urgência de uma resposta da administração municipal quanto ao cumprimento das leis que regulam a remuneração dos profissionais da educação.
Entenda os Direitos dos Educadores
Instituída pela Lei do Piso Salarial Profissional Nacional — nº 11.738/2008 —, a valorização do magistério deve ser reajustada anualmente de acordo com a inflação do ano anterior, além da variação das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Este fundo é essencial para os repasses financeiros destinados às redes de ensino, tanto municipais quanto estaduais, com base no número de alunos matriculados.
Segundo Márcia Araújo Gomes, presidente da subsede do Sintep em Alto Paraguai, a diferença entre o salário pago pelo município e o piso nacional é alarmante, atingindo a marca de 46,88%. Além disso, em comunicados oficiais entregues à prefeitura, as perdas na educação pública municipal são ressaltadas como um problema que extrapola a questão salarial.
“Nossa luta é por uma educação pública de qualidade, que, neste momento, está sendo prejudicada pela precarização salarial em Alto Paraguai”, enfatizou a representante do sindicato durante o ato.
Reivindicações dos Educadores
As pautas apresentadas pelos professores vão além do cumprimento do piso salarial. Os manifestantes exigem também o pagamento das dívidas retroativas, que deveriam ter sido regularizadas desde janeiro de 2026, assim como uma reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) e melhores condições de trabalho e ensino.
A deterioração das condições salariais dos educadores é uma questão que se agravou ao longo do mandato do atual prefeito, resultando em uma significativa perda do poder de compra da categoria, conforme relatórios e denúncias dos professores.
Com o intuito de trazer visibilidade a suas demandas, os educadores pretendem continuar mobilizados e pressionando a administração municipal até que suas reivindicações sejam atendidas. A educação, afinal, é um direito fundamental e deve ser tratada com a seriedade que merece.
