Crescimento do PIB do Agronegócio
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou um impressionante crescimento de 12,20% em 2025, quando comparado ao ano anterior. Os dados foram apresentados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Esalq/USP, em colaboração com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com esse resultado, o setor alcançou a expressiva marca de R$ 3,20 trilhões, considerando os preços do quarto trimestre do ano.
Desse total, cerca de R$ 2,06 trilhões foram gerados pelo ramo agrícola, enquanto o ramo pecuário contribuiu com R$ 1,14 trilhão. Essa performance elevou a participação do agronegócio na economia nacional para 25,13%, superando os 22,9% alcançados em 2024.
Pesquisadores do Cepea e da CNA afirmam que esse robusto crescimento foi reflexo do processo de expansão que teve início no segundo semestre de 2024. A alta foi sustentada principalmente pelo aumento da produção agropecuária no Brasil, que, por sua vez, também impulsionou os agrosserviços.
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O volume total do agronegócio, medido pelo PIB-volume, apresentou um crescimento de 6,76% nesse período. Apesar do aumento na oferta, os preços reais também se elevaram, o que fortaleceu o desempenho positivo do setor ao longo do ano.
Porém, apesar do resultado expressivo acumulado em 2025, os especialistas do Cepea alertam que o ritmo de crescimento apresentou uma desaceleração ao longo dos trimestres. Essa perda de impulso foi principalmente influenciada por quedas sucessivas nas cotações de alguns segmentos monitorados.
No que diz respeito aos segmentos, o PIB dos insumos teve um crescimento de 5,37% no acumulado do ano, impulsionado especialmente pelos insumos agrícolas, como fertilizantes, defensivos e máquinas. Em contrapartida, os insumos de base pecuária enfrentaram uma diminuição, reflexo da queda no valor de produção da indústria de rações.
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Fonte: decaruaru.com.br
Segmentos do Agronegócio em Destaque
O segmento primário destacou-se com um crescimento expressivo de 17,06%, sustentado pela elevação da produção agrícola, notadamente de milho e café, além da combinação de preços mais altos e maior produção na pecuária.
No entanto, a agroindústria apresentou um desempenho desigual. As atividades de base agrícola, por exemplo, sofreram um recuo de 3,33%, pressionadas pela queda dos preços industriais. Em contrapartida, as atividades de base pecuária avançaram 36,54%, impulsionadas pela valorização dos preços e pela expansão da produção.
Os agrosserviços, por sua vez, também mostraram um crescimento significativo de 13,76%, reflexo do dinamismo da pecuária e do aumento da movimentação na cadeia produtiva. Esse resultado reafirma a importância do setor na economia nacional e a relevância da produção agropecuária em atividades como transporte, comércio, armazenagem, serviços financeiros e distribuição.
Com o crescimento consolidado em 2025, o agronegócio ampliou sua participação no PIB brasileiro, finalizando o ano com um desempenho econômico robusto, apesar da perda de fôlego nos preços ao longo dos trimestres.
