Indústria como pilar do crescimento econômico
O setor industrial deve assumir papel central no crescimento da economia de Mato Grosso do Sul nos próximos anos, com uma projeção de avanço médio de 4,5% ao ano entre 2025 e 2027, segundo estudo do Departamento Econômico do Santander. Esse desempenho busca sustentar a atividade econômica após o ciclo recorde do agronegócio, que impulsionou o Produto Interno Bruto (PIB) estadual em 7,0% em 2025, graças a safras históricas de soja e milho.
Embora a economia estadual deva continuar crescendo, a expectativa é que o ritmo seja mais moderado nos anos seguintes, com aumentos de 1,26% em 2026 e 1,71% em 2027. Esse cenário reflete a forte base de comparação deixada pelo desempenho excepcional do agronegócio nos últimos anos, conforme dados do IBGE até 2023 e projeções para 2024 a 2027 compiladas pelo Santander.
Desempenho setorial e riscos para a economia
A agropecuária teve um ano de 2023 excepcional, com alta de 55,3% no PIB do setor, impulsionada pela supersafra histórica, mas deve enfrentar queda de 10,0% em 2024. A expectativa é de que o setor se recupere com crescimento de 18% em 2025, apoiado pela produção de grãos, seguido de nova desaceleração de 3,7% em 2026 devido à elevada base de comparação, e uma ligeira retomada de 0,5% em 2027.
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Entre os principais riscos para o cenário econômico está a possibilidade do fenômeno climático El Niño, que pode comprometer as safras futuras pelo impacto nas condições de chuva e temperatura. O setor de serviços acompanha de perto as tendências do agronegócio, com projeção de crescimento de 2,4% para 2025 e 2026, reduzindo para 1,7% em 2027, influenciado por condições financeiras mais restritivas. O varejo também deve seguir em expansão, ainda que em ritmo moderado.
Contexto regional e nacional do crescimento econômico
Henrique Danyi, economista do Santander e um dos autores do estudo, destaca que o Centro-Oeste foi a região brasileira com desempenho mais expressivo nos últimos anos, graças ao ciclo das commodities e às safras recordes. Mato Grosso do Sul representa 15,3% do PIB da região, que deve crescer 4,8% em 2025, 2,3% em 2026 e 1,9% em 2027, influenciado principalmente pela atividade agropecuária.
Danyi ressalta que a evolução da economia sul-mato-grossense seguirá influenciada por fatores nacionais como o mercado de trabalho, a política monetária e o desempenho do agronegócio. Eventos climáticos continuam como ameaças significativas, especialmente diante do risco do fenômeno El Niño, que pode alterar padrões climáticos e afetar a produção agrícola.
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O estudo completo do Santander oferece uma análise detalhada da atividade econômica, agropecuária, indústria e serviços em todas as regiões do país, incluindo projeções por estado e indicadores setoriais, fornecendo um panorama amplo sobre as perspectivas econômicas brasileiras para os próximos anos.
