Prefeito de Cuiabá pede revisão da transferência do hospital
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), manifestou descontentamento em relação à recente alteração nos limites territoriais entre Cuiabá e Santo Antônio de Leverger. Essa mudança resultou na transferência da área onde está sendo construído o novo Hospital Universitário Júlio Müller para o município vizinho. Durante declarações à imprensa, Abilio destacou que os deputados envolvidos na votação foram ‘induzidos ao erro’ e que a decisão carecia de clareza sobre seus aspectos.
Em suas afirmações, o prefeito ressaltou a importância de manter o hospital no município, enfatizando que isso é crucial para a gestão e captação de recursos. ‘Nessa reunião, representantes da Universidade Federal e do Hospital Júlio Müller solicitaram aos deputados presentes que mantivessem o hospital em Cuiabá, demonstrando as dificuldades que a universidade poderia enfrentar com essa mudança. Vim aqui para apoiar essa posição, e acredito que na próxima semana, ou logo após o Carnaval, os deputados conseguirão reverter essa situação’, declarou Abilio.
O gestor municipal frisou que a manutenção do hospital em Cuiabá favorece uma gestão mais eficiente e garante a liberação de maiores recursos. Ele explicou que, como o município possui gestão plena da saúde, é responsável pelo monitoramento dos serviços prestados e pela transmissão das informações ao Ministério da Saúde, que, por sua vez, destina os recursos financeiros.
‘A gestão plena implica que Cuiabá deve monitorar os serviços e enviar as informações ao Ministério da Saúde. O repasse de recursos ao hospital depende de nossa contratualização, e é Cuiabá que determina a quantidade de serviços oferecidos’, elucidou o prefeito.
Além de questões administrativas, Abilio abordou o impacto financeiro gerado pela unidade hospitalar. Ele apontou que o custo total do hospital pode atingir R$ 35 milhões mensais, totalizando cerca de R$ 350 milhões anuais. ‘Esse valor é três vezes maior que o orçamento de Santo Antônio de Leverger. Imagine as dificuldades que eles enfrentariam. Para Cuiabá, o que se ganha é a continuidade dos serviços à sociedade e o suporte ao desenvolvimento do hospital’, comentou.
Adicionalmente, Abilio destacou que a Prefeitura não foi consultada sobre essa mudança nos limites e que muitos deputados desconheciam que a área do hospital estava incluída na proposta legislativa. ‘Acredito que os deputados foram induzidos ao erro, pois muitos pensavam que a proposta se restringia ao Morro de Santo Antônio. Vários disseram que não estavam cientes de que o projeto também englobava o Hospital Júlio Müller e as regiões do Piquizeiro e Novo Esperança’, explicou.
Atualmente, Cuiabá destina cerca de R$ 4 milhões mensais ao hospital, além de recursos federais e estaduais. A expectativa é que essa questão retorne à pauta da Assembleia Legislativa após o Carnaval, com a possibilidade de revisão da lei que modificou os limites entre os dois municípios.
