Expectativas para a Safra de Soja em Mato Grosso
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revisou as suas projeções para a produtividade da safra de soja 2025/26 no estado de Mato Grosso. Agora, a estimativa está em 64,73 sacas por hectare, o que representa um crescimento de 7,06% em comparação com a previsão anterior divulgada em dezembro. A produção total do estado, que já é robusta, permanece em 50,52 milhões de toneladas, com a área cultivada estável em 13,01 milhões de hectares.
Essa nova projeção aproxima-se do recorde estabelecido pela safra anterior, que registrou pouco mais de 66 sacas por hectare. Os dados são oriundos do projeto Imea em Campo, desenvolvido em parceria com a Aprosoja-MT, que monitora de perto o avanço das lavouras desde dezembro de 2025.
Condições Climáticas e Impactos na Lavoura
De acordo com Rodrigo Silva, coordenador de Inteligência de Mercado Agropecuário do Imea, a regularidade das chuvas a partir de dezembro teve um papel fundamental no aumento da produtividade. “As chuvas chegaram com bastante vigor e potencializaram a lavoura. Nossas análises já indicam um aumento na produtividade nas áreas que foram colhidas”, declarou Silva.
Apesar de algumas preocupações no início do plantio, influenciado por estiagens e realizado fora da janela ideal, os impactos negativos foram considerados pontuais. A colheita está avançando nas principais regiões agrícolas do estado, oferecendo um alívio aos produtores que enfrentaram um início de ciclo difícil.
Demanda e Estoque de Soja
No que diz respeito à demanda, as projeções indicam uma estabilidade. O consumo total projetado é de 50,20 milhões de toneladas, enquanto as exportações devem atingir 32,10 milhões de toneladas. O consumo interno no estado de Mato Grosso está avaliado em 13,24 milhões de toneladas, e o consumo interestadual deve apresentar uma queda, passando para 4,86 milhões de toneladas.
Com essa realidade, os estoques finais da safra 2025/26 foram estimados em 600 mil toneladas, sinalizando um equilíbrio entre oferta e demanda, mais que o dobro do ciclo anterior. “Se essa produção continuar nesse ritmo, podemos observar um aumento nos estoques, e a perspectiva é de preços pressionados, com a soja cotada até abaixo dos R$ 100 por saca”, alertou Silva.
A consolidação dos dados referentes à área cultivada, que é obtida via geoprocessamento, está prevista para o começo de abril, o que deverá fornecer informações ainda mais detalhadas sobre a evolução da safra.
