Investigação Avança com Terceira Fase da Operação Short Code
A Polícia Civil de Mato Grosso deu início, na sexta-feira (6), à terceira fase da Operação Short Code. Esta ação visa cumprir quatro medidas cautelares no âmbito de uma investigação que apura crimes cibernéticos e ofensas à honra da atual diretoria de uma cooperativa de plano de saúde sediada em Cuiabá. As ordens judiciais foram emitidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá, fundamentadas nas apurações da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
As investigações estão focadas em delitos como calúnia, difamação, injúria majorada, uso de identidade falsa e associação criminosa, que teriam sido cometidos contra a cooperativa e seus dirigentes. A execução dos mandados judiciais está sendo realizada em Cuiabá, bem como em Aparecida de Goiânia e Morrinhos, ambas no estado de Goiás, com o apoio da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO).
Medidas Judiciais e Consequências para os Investigados
As ordens judiciais proíbem os investigados de manter qualquer forma de contato ou comunicação entre si, independentemente do meio utilizado. Além disso, foi determinada a desativação de redes sociais e de um site que teria sido criado com a intenção de prejudicar a honra objetiva da cooperativa e a honra subjetiva de seus diretores. O descumprimento dessas determinações poderá resultar em multas diárias de R$ 10 mil, limitadas a um total de R$ 300 mil.
Os investigados também estão proibidos de realizar interações, seja pessoalmente ou através de terceiros, em qualquer perfil ou página vinculada a eles, incluindo perfis pessoais ou institucionais. A proibição abrange ainda a reativação de postagens antigas ou a criação de novas publicações que mencionem a cooperativa ou seus diretores, em qualquer formato, sob pena de uma multa de R$ 10 mil por postagem.
O delegado responsável pela investigação, Sued Dias da Silva Júnior, destacou que esta terceira fase da Operação Short Code marca um importante passo no encerramento das investigações sobre os crimes cibernéticos que afetam a cooperativa e seus gestores. “Nos próximos dias, realizaremos os interrogatórios pendentes e finalizaremos o relatório do inquérito policial, que será enviado ao Ministério Público para possíveis denúncias contra os identificados”, afirmou o delegado.
Histórico da Operação Short Code
A DRCI iniciou suas investigações em 2024, após a detecção de um site falso que disseminava informações prejudiciais sobre a cooperativa de saúde e seus dirigentes. Com o desenrolar das apurações, a equipe identificou uma rede estruturada que enviava mensagens em massa via short codes, além de manter portais e perfis em redes sociais dedicados a atacar a diretoria atual da cooperativa.
Primeira e Segunda Fases da Operação
A primeira fase da Operação Short Code foi deflagrada em junho de 2025, visando cumprir seis ordens judiciais contra uma rede de desinformação associada à antiga gestão da cooperativa de saúde, abrangendo locais nos estados de Mato Grosso e Goiás. Durante essa fase, a DRCI identificou disparos massivos de mensagens SMS com conteúdo difamatório, utilizando um site específico para atrair médicos cooperados, os quais eram induzidos a acessar informações que incluíam acusações anônimas contra os diretores atuais.
Já a segunda fase foi iniciada em setembro de 2025, resultando em três medidas cautelares adicionais. As ordens judiciais dessa fase determinaram o bloqueio de um site em nível nacional, restringindo o acesso a seu conteúdo, além da remoção de perfis nas redes sociais. Também foram impostas medidas que proibiam a criação de novos sites e perfis destinados a continuar os ataques.
Essa sequência de ações mostra o comprometimento da Polícia Civil em combater os crimes cibernéticos que ameaçam a integridade e a reputação das instituições de saúde.
