A Capital Mato-Grossense e a Queda na Cesta Básica
Cuiabá, a capital do estado de Mato Grosso, obteve no segundo semestre de 2025 a segunda maior redução no valor da cesta básica entre as capitais do Centro-Oeste. Em uma análise mais ampla, a cidade ocupa a 19ª posição no ranking nacional, que abrange as 27 capitais, com uma diminuição de R$ 26,34, representando uma queda de -3,22% nos preços.
No mês de novembro, o menor valor registrado para a cesta básica em Cuiabá foi de R$ 789,98, enquanto o maior ocorreu em junho, quando os preços atingiram R$ 817,63. Esses dados indicam uma tendência geral de queda nos preços ao longo do semestre, sinalizando uma possível recuperação econômica e acesso mais facilitado a alimentos essenciais.
Comparativo com Outras Capitais do Centro-Oeste
Quando se observa o desempenho das outras capitais da região, Brasília se destacou ao liderar a redução com uma diminuição de -7,65%, seguida por Cuiabá (-3,22%), Goiânia (-2,46%) e Campo Grande (-2,16%). Embora a retração tenha sido uma constante entre as cidades do Centro-Oeste, os dados mostram que a queda em Brasília foi mais acentuada, enquanto os outros estados apresentaram recuos mais moderados.
Panorama Nacional da Cesta Básica
No contexto nacional, a cidade de Boa Vista, em Roraima, registrou a maior redução, com uma queda de -9,08% no valor da cesta básica. O levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), revela que, no segundo semestre de 2025, todas as 27 capitais brasileiras apresentaram diminuição nos preços dos alimentos essenciais.
Impactos da Produção Agrícola e Investimentos Federais
O presidente da Conab, Edegar Pretto, atribui a redução nos preços da cesta básica ao aumento da produção agrícola, resultado de investimentos realizados pelo governo federal. “Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos grandes investimentos que o Governo Federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro para ampliar a oferta de alimentos ao mercado interno”, declarou o presidente.
Além disso, o estudo também destaca a ampliação da coleta de preços, que passou de 17 para 27 capitais, uma iniciativa que está alinhada à Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e à Política Nacional de Abastecimento Alimentar, com as primeiras análises divulgadas em agosto de 2025. Essa expansão na coleta de dados é fundamental para entender de maneira mais precisa o cenário econômico e as necessidades alimentares da população brasileira.
