Corregedoria da PF Adota Medidas Contra Eduardo Bolsonaro
A Corregedoria da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro deu início a um processo administrativo disciplinar sumário contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Esse procedimento é motivado por faltas consideradas injustificadas ao serviço, conforme divulgou, recentemente, a TV Globo. O desdobramento da investigação pode culminar na demissão do servidor, que atualmente ocupa a função de escrivão na PF.
Segundo uma portaria publicada esta semana, Eduardo Bolsonaro teria se ausentado intencionalmente e sem apresentar justificativas por mais de 30 dias consecutivos após o término de seu mandato parlamentar, que se encerrou em dezembro de 2025. Com o fim de seu vínculo com a Câmara dos Deputados, a Polícia Federal havia determinado que o ex-parlamentar retornasse ao cargo na corporação, o que não ocorreu.
A ausência prolongada do ex-deputado pode ser caracterizada como abandono de função, de acordo com a legislação administrativa vigente. Para investigar o caso, a PF designou uma comissão disciplinar responsável por analisar todos os detalhes envolvidos na situação.
Desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos e afirma estar sendo alvo de perseguição judicial. Além disso, ele enfrenta acusações como réu por coação no curso do processo, devido a ações que realizou fora do Brasil contra autoridades brasileiras. O desdobramento desse caso pode ter implicações significativas tanto para a carreira de Eduardo Bolsonaro quanto para a imagem da Polícia Federal.
