Uso de Realidade Virtual para Aliviar o Estresse de Pacientes
No Hospital de Base de Ribeirão Preto, a realidade virtual está mudando a forma como os pacientes se recuperam na UTI. Através de óculos de inteligência artificial, a experiência hospitalar se torna mais leve e menos angustiante. A paciente Raphaela, natural de Cuiabá, Mato Grosso, compartilha sua experiência: ‘A primeira vez que usei os óculos e vi que estava em uma praia não consegui segurar a emoção e me vieram muitas memórias boas’. Raphaela passou por um transplante de fígado após uma doença hepática e está utilizando a realidade virtual como parte de sua reabilitação.
Esses óculos são usados durante sessões de terapia e têm se mostrado eficazes na redução do estresse e na promoção de memórias positivas, o que contribui para uma recuperação mais tranquila. A paciente destaca que a visualização de paisagens relaxantes durante os exercícios proporciona um alívio significativo e diminui a preocupação.
O Papel da Realidade Virtual na Reabilitação
Marcos Vinicius, fisioterapeuta do Hospital de Base, enfatiza a relevância da realidade virtual no processo de reabilitação. Ele explica que a imobilidade pode levar à síndrome da imobilidade, resultando em perda de força muscular. “O paciente pode perder cerca de 3% de sua força muscular por dia se não houver ativação do sistema neuromuscular. Com a realidade virtual, conseguimos otimizar o tratamento, aumentando a adesão dos pacientes e melhorando o desempenho durante as sessões”, afirma. Essa abordagem também tem mostrado um impacto positivo na redução do tempo de internação tanto na UTI quanto no hospital.
Resultados Promissores da Tecnologia
A utilização de óculos de realidade virtual, ainda considerada uma inovação na saúde brasileira, está gerando resultados animadores em unidades de terapia intensiva. Essa tecnologia oferece um “teletransporte sensorial”, fazendo com que o paciente se sinta em um ambiente diferente, o que ajuda a atenuar a percepção do leito hospitalar como um espaço hostil e intimidador.
Ao se imergir em uma nova realidade, os pacientes conseguem lidar melhor com a ansiedade e o medo associados a monitorizações cardíacas e de pressão arterial, o que facilita a adesão ao tratamento e permite que os fisioterapeutas extraiam o máximo desempenho físico durante as sessões. Dessa forma, a realidade virtual não apenas melhora a qualidade do tratamento, mas também contribui para a saúde mental dos pacientes.
Vantagens da Intervenção Precoce
Além de melhorar a experiência emocional dos pacientes, a realidade virtual também se mostra eficaz na redução da percepção de dor e da ansiedade, facilitando a mobilização precoce. Essa mobilização é essencial para encurtar o tempo de internação e, consequentemente, minimizar o risco de infecções e eventos adversos. “Menores tempos de internação significam menos custos hospitalares e uma redução no uso de antibióticos, resultando em menos morbidade e maior sobrevida dos pacientes”, complementa Marcos Vinicius.
Com essa abordagem inovadora, o Hospital de Base não apenas transforma o conceito de reabilitação, mas também abre espaço para novas práticas que podem ser adotadas em outras instituições de saúde. À medida que a tecnologia avança, as expectativas são de que mais hospitais integrem a realidade virtual em suas práticas, melhorando a experiência dos pacientes e potencializando seus resultados de saúde.
