Aumento Alarmante de Acidentes com Animais Peçonhentos
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso emitiu um alerta à população após contabilizar 3.860 acidentes com animais peçonhentos ao longo de 2025. Os dados oficiais revelam que os escorpiões foram responsáveis pela maior parte das ocorrências, somando 1.930 casos, ou seja, 50% do total. Em seguida, os atendimentos envolveram serpentes, aranhas, entre outros animais peçonhentos e abelhas, o que acende um sinal de alerta sobre a importância de cuidados constantes, tanto em áreas urbanas quanto rurais.
As estatísticas indicam que 57% das vítimas eram do sexo masculino e que 54% dos acidentes ocorreram em zonas urbanas. Durante o mesmo período, as autoridades de saúde confirmaram 10 óbitos, sendo nove deles causados por acidentes com serpentes e um por ataque de abelha. Outros dois casos ainda estão sob investigação, reforçando a urgência de ações preventivas.
Escorpiões: Os Maiores Vilões do Estado
Os dados revelam que os acidentes envolvendo escorpiões lideraram as estatísticas em 2025, seguidos pelas serpentes, que contabilizaram 1.066 ocorrências, representando 27,6% do total. As aranhas causaram 299 atendimentos, enquanto outros animais peçonhentos resultaram em 298 casos. As abelhas completaram o quadro, com 217 registros.
Esse levantamento indica que a presença desses animais em áreas urbanas está diretamente ligada ao acúmulo de resíduos, entulhos e falhas na vedação de imóveis, fatores que favorecem a proliferação, especialmente de escorpiões. Assim, a conscientização e a limpeza dos ambientes urbanos se tornam essenciais para reduzir o risco de acidentes.
Comparativo de Dados: Crescimento dos Acidentes
A comparação com 2024 destaca um aumento significativo nos atendimentos relacionados a acidentes com animais peçonhentos. No ano anterior, Mato Grosso registrou 3.345 ocorrências desse tipo. Da mesma forma, os escorpiões também ocupavam a liderança, com 1.474 casos, seguidos pelas serpentes, que totalizaram 1.197 registros. Neste contexto, aranhas, outros animais e abelhas completaram o cenário de riscos.
Em 2024, também foram confirmadas 10 mortes, das quais seis por intervenções com serpentes, três relacionadas a aranhas e uma provocada por abelhas. Essa comparação entre os dois anos evidencia um crescimento preocupante no número total de ocorrências, o que motivou a intensificação das ações preventivas e educativas por parte das autoridades de saúde.
Ações de Prevenção e Orientação à População
De acordo com Alessandra Moraes, superintendente de Vigilância em Saúde da SES, a Secretaria intensificou as capacitações das equipes de saúde em 2024. Ao todo, foram realizadas sete capacitações para identificação de aranhas e escorpiões, formando 175 servidores de 53 municípios. Além disso, 242 exemplares de animais peçonhentos foram encaminhados pelas prefeituras para análise.
Para 2025, novas capacitações estão programadas, focando no diagnóstico e tratamento de acidentes causados por animais peçonhentos. Essas atividades, em parceria com o Ministério da Saúde, visam preparar médicos e enfermeiros para atender a população de forma eficaz. A SES também aconselha a população a realizar a higienização do local da picada, evitar práticas inadequadas como o torniquete ou sucção, e buscar atendimento imediato pelo Sistema Único de Saúde (SUS), onde o tratamento é oferecido de forma gratuita.
