Gestão Privada na Santa Casa: Secretário defende eficiência maior do que a pública
No recente debate sobre a administração da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, defendeu que a gestão privada do hospital trará resultados mais satisfatórios em comparação à administração pela Prefeitura. Ele destacou que simplesmente aumentar o número de hospitais em uma cidade não é a solução para a melhoria dos serviços de saúde.
A declaração de Figueiredo surge em meio ao processo de venda do prédio da Santa Casa, com pelo menos três possíveis interessados, incluindo o Instituto São Lucas. O secretário enfatizou a importância de estabelecer critérios rigorosos para a contratação de organizações sociais de saúde (OSS), priorizando aquelas que possuem experiência e capacidade técnica.
“Estamos aprimorando a legislação para garantir que apenas as OSS qualificadas possam operar com a gente. Já temos uma OSS que gerencia nosso hospital regional em Cáceres, e o contrato estabelece uma redução de 9% nos custos, um aumento de 30% na produção e a inclusão de 300 novos funcionários”, revelou.
Segundo o secretário, a gestão pública enfrenta obstáculos burocráticos que dificultam a eficiência na administração hospitalar. “A legislação atual é tão rígida que se aplica da mesma forma à compra de uma vassoura e de um medicamento, o que gera lentidão e ineficácia”, criticou.
Figueiredo ressaltou que o modelo de parceria com instituições especializadas é amplamente adotado em várias regiões do Brasil, citando o Hospital Central de Cuiabá, que tem um acordo de cooperação com o Hospital Israelita Albert Einstein.
Ao abordar a possibilidade de a Santa Casa ser administrada pela Prefeitura de Cuiabá, o secretário não poupou críticas. “Sabemos bem das dificuldades que já enfrentamos na administração pública, e adicionar mais um hospital ao comando do município não garantirá melhorias. A administração requer habilidade e, se o gestor estiver disposto a enfrentar esse desafio, não há problema”, afirmou.
As declarações de Figueiredo refletem uma perspectiva sobre a necessidade de revisão na gestão dos serviços de saúde, buscando alternativas que possam oferecer um atendimento de qualidade à população. O futuro da Santa Casa, portanto, está em debate, com expectativas de que essa mudança possa trazer um novo modelo de eficiência.
