Mudança Proposta pela CDL Cuiabá
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) protocolou no dia 22 de outubro uma proposta à Prefeitura de Cuiabá para reescalonar o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) previsto para 2026. A iniciativa busca aliviar o impacto financeiro sobre comerciantes que já estão enfrentando dificuldades devido a diversas obras em andamento na cidade.
A proposta sugere a criação de um regime diferenciado para os imóveis comerciais localizados nas áreas diretamente afetadas pelas obras do BRT, do Contorno Leste e de saneamento em várias vias de Cuiabá, além da requalificação do centro histórico e da construção do novo Mercado Municipal. O objetivo é que esses estabelecimentos não sejam ainda mais sobrecarregados em um momento em que já enfrentam um grave quadro de fragilidade econômica.
Segundo o documento enviado, a CDL Cuiabá se coloca à disposição para fornecer dados e relatórios que possam auxiliar a administração municipal na identificação precisa dos estabelecimentos impactados. “Para estes casos, o aumento do IPTU agravaria uma situação que já é de fragilidade extrema”, destaca a proposta. A intenção é garantir que os benefícios atinjam aqueles que realmente estão sofrendo prejuízos operacionais devido às obras.
O presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, lembrou que as obras já vêm afetando o comércio ao longo de 2025. Uma pesquisa realizada pela entidade em janeiro revelou que 36% dos estabelecimentos localizados na Avenida do CPA registraram queda nas vendas devido às intervenções do BRT. “De lá para cá, as frentes de obras aumentaram e seguirão por 2026. Ou seja, os setores de comércio e serviços, que são responsáveis por 70% da arrecadação, continuarão a ser afetados. É um olhar de sensibilidade que estamos pedindo. Isso mostraria um compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável e o bem social”, ressaltou Macagnam.
Preocupação com a População
Além de focar nos comerciantes, o pedido da CDL Cuiabá também leva em conta o impacto na população como um todo. A entidade alertou que a aplicação imediata e integral do aumento do IPTU pode acarretar ainda mais inadimplência e desequilíbrio financeiro. Dados do SPC Brasil indicam que 44% da população economicamente ativa de Mato Grosso está com o nome negativado, o que agrava a situação financeira de muitos munícipes. O descontentamento com os aumentos de impostos pode ainda piorar o cenário econômico da cidade, que já enfrenta desafios significativos.
A proposta de reescalonamento do IPTU é vista como uma medida de cautela e empatia frente a um panorama em que comerciantes e munícipes lidam com a pressão de um cenário econômico adverso. A CDL Cuiabá espera que a Prefeitura considere a proposta e busque alternativas que promovam um equilíbrio entre as necessidades fiscais do município e a capacidade de pagamento dos cidadãos.
