Aumento no Custo da Cesta Básica em Cuiabá
Cuiabá alcançou, em dezembro, a quarta posição entre as cidades com a cesta básica mais cara do Brasil, com valor de R$ 791,29. Essa informação foi divulgada em um levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no dia 8 de dezembro.
Na comparação mensal, a capital mato-grossense observou um aumento de 0,17% no custo da cesta. Este incremento fez com que os alimentos básicos consumissem cerca de 56,35% do salário mínimo vigente. Apesar de algumas reduções de preços apresentadas pela Conab e pelo Dieese, a inflação dos alimentos em Cuiabá continuou a impactar significativamente o orçamento dos moradores.
Comparativo Regional dos Preços dos Alimentos
Na Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, referente a dezembro de 2025, os dados mostraram que os preços aumentaram em 17 capitais, enquanto em outras nove cidades houve queda, e apenas uma, João Pessoa (PB), manteve o preço estável em R$ 597,66.
Entre as capitais que registraram os maiores aumentos de preços, destacam-se Maceió (AL) com uma alta de 3,19%, Belo Horizonte (MG) com 1,58%, Salvador (BA) com 1,55%, Brasília (DF) com 1,54%, e Teresina (PI) com 1,39%. Por outro lado, as cidades onde os preços mais caíram foram Porto Velho (RO), com uma redução de 3,60%, Boa Vista (RR) com 2,55%, e Rio Branco (AC) com 1,54%.
Ranking das Cestas Básicas em Capitais Brasileiras
São Paulo lidera o ranking com a cesta básica mais cara, custando R$ 845,95. Em seguida, estão capitais do Centro-Sul como Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06), Cuiabá (R$ 791,29) e Porto Alegre (R$ 784,22). Nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta pode variar, os custos mais baixos foram encontrados em Aracaju (R$ 539,49) e Maceió (R$ 589,69).
Produtos com Queda de Preços
Entre os alimentos que tiveram queda de preços, destacam-se o leite integral, arroz agulhinha, açúcar, café em pó e óleo de soja. O arroz foi o produto que mais se destacou nas reduções, apresentando queda em 23 das 27 capitais. Maceió (AL) registrou a maior baixa com -6,65%. Em Cuiabá e Porto Velho, os preços do arroz permaneceram inalterados. Já em Recife (PE) e Manaus (AM), os preços subiram.
O leite também teve uma queda significativa, sendo que em 22 capitais observou-se uma redução. Os maiores recuos ocorreram em Curitiba (PR) (-5,61%) e Recife (PE) (-0,69%). O aumento na oferta interna, impulsionado pela produção local e importações, contribuiu para a diminuição dos preços no varejo.
Impacto do Salário Mínimo na Aquisição da Cesta Básica
Em dezembro de 2025, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.106,83, ou 4,68 vezes o salário mínimo de R$ 1.518,00. Observa-se uma leve alta em relação ao mês anterior, quando o valor necessário era de R$ 7.067,18.
Em termos de horas trabalhadas para adquirir a cesta básica, o tempo médio nas 27 capitais foi de 98 horas e 41 minutos em dezembro de 2025, um pouco maior que as 98 horas e 31 minutos de novembro. Este panorama revela que, apesar das flutuações nos preços, a carga de trabalho necessária para garantir a compra dos alimentos básicos continuou alta.
Conclusão: Desafios Econômicos para Cuiabá
A pesquisa de preços de alimentos básicos, que foi expandida de 17 para 27 capitais, sinaliza um esforço contínuo da Conab e do Dieese para monitorar a realidade econômica do país. Com Cuiabá integrando o levantamento desde abril do ano anterior, a cidade enfrenta desafios significativos no que se refere ao custo de vida e à inflação dos alimentos, refletindo um cenário que exige atenção e ações estratégicas para mitigar o impacto sobre a população.
