Detalhes do Projeto Mounjaro no SUS
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), confirmou que o projeto para a inclusão do medicamento Mounjaro no Sistema Único de Saúde (SUS) do município será finalizado até março de 2026. Essa informação foi divulgada na última sexta-feira e representa mais um adiamento no lançamento do programa, que já enfrentou mudanças de cronograma anteriormente. O prefeito justificou o novo prazo devido à necessidade de ajustes técnicos e à criação de uma estrutura adequada para atender os pacientes que entrarão no tratamento.
“Nós empenhamos o recurso no final de 2025 e agora estamos finalizando os procedimentos para o protocolo”, explicou Abilio em entrevista. Ele ressaltou que a cautela é necessária ao incorporar novos medicamentos que não estão na lista padrão de fármacos do SUS. “Todos os gestores e responsáveis pela saúde têm preocupações sobre como essa inclusão afetará o tratamento dos pacientes. Se um tratamento for interrompido, isso pode trazer problemas futuros”, completou.
Expectativas e Desafios na Implementação
Apesar dos sucessivos adiamentos, o prefeito assegurou que o andamento do projeto está em um estágio avançado. “Espero que concluamos no primeiro trimestre de 2026; torço para que tudo ocorra bem. Na iniciativa privada, esse processo é muito mais ágil. A gente vai até os médicos, recebe os exames e já inicia o tratamento”, disse Abilio, enfatizando a necessidade de uma abordagem cuidadosa e bem planejada.
O programa, chamado de ‘Cuiabá Mais Leve’, foi estruturado para combinar o uso do Mounjaro com acompanhamento físico e terá duração de sete meses. No primeiro mês, os participantes terão acesso a atividades físicas específicas para pessoas com obesidade tipo 3, sob a supervisão da Secretaria Municipal de Esporte. Nos seis meses seguintes, haverá a distribuição do Mounjaro (Tirzepatida), que será feita mediante acompanhamento contínuo das atividades físicas.
Financiamento e Vagas Disponíveis
A fase inicial do projeto prevê a oferta de 150 a 200 vagas, com financiamento garantido por uma emenda parlamentar de R$ 1,2 milhão, proposta pela vereadora Michelly Alencar (UNIÃO). Ela foi fundamental na estruturação do programa, que tem como objetivo oferecer um tratamento integral aos participantes. É importante destacar que a medicação será disponibilizada apenas aos participantes que estiverem ativos nas atividades físicas.
Essa iniciativa tem o potencial de beneficiar muitos cidadãos cujos tratamentos de obesidade requerem supervisão médica e suporte físico. Abilio finalizou sua declaração enfatizando que é fundamental garantir um futuro mais saudável para a população de Cuiabá, e que os cuidados com a saúde devem ser uma prioridade.
