Prefeitos se manifestam sobre intervenção militar
A recente operação militar dos Estados Unidos, que culminou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cília Flores, gerou reações rápidas entre os prefeitos mato-grossenses. Gestores de três das principais cidades do Estado não hesitaram em expressar apoio à intervenção americana através de suas redes sociais, adotando um tom favorável à ação.
Em Cuiabá, o prefeito Abilio Brunini (PL) fez uma comparação entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o regime venezuelano. Segundo Brunini, a situação política da Venezuela é, de certa forma, um reflexo da influência do Brasil, afirmando que “a ditadura na Venezuela tem participação direta do Brasil com o Lula” e argumentou que aqueles que apoiam o PT estão, de alguma maneira, apoiando Maduro. O prefeito, em uma postagem no Instagram, disse: “Se a ditadura lá na Venezuela durou tanto tempo é porque o PT, o pessoal da esquerda e o Lula apoiaram essa ditadura. Hoje, essa ditadura acabou. O Trump acabou tirando o Maduro da Venezuela. Isso é um recado para a esquerda, no Brasil, na Colômbia e em qualquer outro lugar que defendam o tráfico de drogas”.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), por sua vez, adotou um discurso mais contido, mas também comemorativo. Ela compartilhou um vídeo de um perfil alinhado à direita conservadora e comentou: “Começando o ano com o pé direito!”, em referência à prisão de Maduro.
O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), descreveu o evento como um marco histórico e defendeu a intervenção dos Estados Unidos como uma medida necessária. Em um vídeo postado no Instagram, Ferreira declarou que “os americanos abraçaram seu dever histórico e libertaram o povo venezuelano do sanguinário Maduro”, e ressaltou que “a Venezuela já foi invadida há muito tempo por narcotraficantes, corruptos e grupos aproveitadores”. Ele também afirmou que “liberdade gera prosperidade” e, ao final de sua mensagem, desejou “liberdade e prosperidade para o povo venezuelano”.
Silêncio do governo estadual
Enquanto os prefeitos expressaram suas opiniões publicamente, o Palácio Paiaguás optou pelo silêncio. Até o momento, nem o governador Mauro Mendes (União Brasil) nem o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) se pronunciaram sobre a operação militar dos Estados Unidos ou sobre a prisão do líder venezuelano.
A captura de Maduro ocorreu durante uma ofensiva na madrugada do último sábado (03), quando as forças americanas realizaram ações em diferentes regiões de Caracas. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram helicópteros militares sobrevoando a capital venezuelana, além de explosões que iluminavam os céus durante a operação. Maduro e sua esposa foram retirados do país sob escolta e levados inicialmente a uma embarcação militar, antes de serem transferidos para os Estados Unidos.
