Progresso e Inovação em Várzea Grande
O Parque Tecnológico de Mato Grosso está em pleno processo de consolidação, com passos significativos em iniciativas estratégicas. Entre as principais ações, destaca-se a instalação de um supercomputador destinado a análises de microclima, além de projetos inovadores na área da saúde 4.0, desenvolvidos em colaboração com o Hospital Israelita Albert Einstein. O empreendimento, gerido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), também busca atrair empresas âncoras como Nestlé e Lenovo, refletindo um esforço contínuo do Governo do Estado para fomentar a inovação.
Situado na região do Chapéu do Sol, em Várzea Grande, o complexo alcançou 95% de execução física até 2025. A infraestrutura crítica foi concluída, e as obras estão na fase final, com detalhes estéticos e acabamentos finais. A gestão do parque está comprometida em definir o modelo operacional e atrair empresas e serviços que se alinhem à capacidade de processamento de dados recém-desenvolvida.
O coordenador técnico do Parque, Rogério Alexandre Nunes, indicou que o projeto evoluiu significativamente no último ano. “As obras do Parque Tecnológico de Mato Grosso atingiram um patamar de maturidade em 2025, tornando-se um espaço estratégico para diversos agentes do ecossistema de inovação”, comentou.
Infraestrutura e Conexões Acadêmicas
Os serviços já concluídos incluem a construção de vias de acesso, sistema de esgoto, iluminação pública e drenagem. Restam apenas alguns ajustes estéticos antes da entrega oficial. A escolha da localização, na área metropolitana de Cuiabá, foi pensada para facilitar a proximidade com instituições de ensino e pesquisa da região, fortalecendo a conexão entre a formação acadêmica, a pesquisa aplicada e as necessidades do setor produtivo.
No campo tecnológico, o projeto do supercomputador fez uma transição da fase conceitual para a definição de focos e governança. Em conjunto com o executivo estadual, o uso do sistema foi priorizado para estudos de microclima, com previsões de alta precisão para minimizar riscos climáticos e auxiliar na tomada de decisões no agronegócio.
A Seciteci também está desenvolvendo um plano para atrair empresas que transformem o processamento de dados em soluções econômicas e tecnológicas para Mato Grosso. Recentemente, uma missão técnica foi realizada nos Estados Unidos, em Saint Louis, com o objetivo de buscar cooperação internacional e troca de conhecimento sobre a utilização do equipamento e análise avançada de dados aplicados à agricultura.
Impacto e Parcerias Internacionais
Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, o Parque representa uma virada na posição de Mato Grosso no cenário nacional. Ele descreveu o espaço como “um pulsar de tecnologia”, reunindo empresas e soluções para enfrentar desafios estratégicos.
O Parque já estabeleceu conexões com o ecossistema de inovação, com 12 startups já conectadas e um acompanhamento ativo de iniciativas de programas como o Centelha. A gestão está preparando um programa específico para o Centro de Inovação, especialmente para startups em fase de tração.
Em 2025, a equipe do Parque esteve envolvida em eventos estratégicos, como a Semana de Inovação MT e a Farm Show em Primavera do Leste, ampliando a rede de projetos e oportunidades na região.
Legislação e Internacionalização
A área institucional também teve avanços, com a contribuição dos técnicos do Parque para a atualização da Lei Estadual de Ciência e Tecnologia, visando a modernização das regras e alinhamento a práticas contemporâneas de incentivo à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Isso ampliará a segurança jurídica para investimentos no estado.
No âmbito internacional, o Parque Tecnológico teve participação destacada na China High Tech Fair, em Shenzhen, onde uma comitiva de 15 empresários e representantes institucionais estabeleceu termos de intenção para integração de organizações à rede do Parque, abrindo novas oportunidades de cooperação internacional.
Uma missão recente à Índia também foi realizada, com foco em modelos de cidades inteligentes, buscando referências em infraestrutura urbana tecnológica que podem ser adaptadas tanto ao Parque quanto a outras cidades de Mato Grosso, contribuindo para a modernização da gestão urbana e dos serviços públicos.
