Alta contínua da cesta básica em Cuiabá
A cesta básica na capital de Mato Grosso voltou a superar a marca de R$ 900, atingindo uma média de R$ 900,16, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT). Este valor representa o maior patamar registrado no segundo semestre, consolidando o terceiro aumento consecutivo no preço dos alimentos essenciais. O recorde anterior havia sido registrado em junho, com R$ 919, após uma sequência de oito meses seguidos de alta iniciada em outubro do ano passado.
Impacto direto no orçamento das famílias
Com as Eleições Gerais de 2026 se aproximando, o custo dos alimentos básicos para uma família de quatro pessoas compromete mais de 55% do salário mínimo atual, que é de R$ 1.621,00. Essa porcentagem não era observada desde junho deste ano. Apenas na terceira semana de setembro, a variação semanal da cesta básica foi de 1,26%, apontando para uma pressão contínua sobre o orçamento das famílias cuiabanas.
Na comparação anual, o aumento é ainda mais expressivo: 13,56% em relação ao mesmo período do ano passado. A cesta básica custava, em média, R$ 792,65 na semana equivalente de 2025, o que significa um acréscimo de R$ 107,51 em doze meses.
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Itens que pesam no bolso do consumidor
O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), destaca que o custo elevado dos alimentos essenciais continua a desafiar o orçamento familiar. “A manutenção da cesta em patamar elevado, principalmente no comparativo anual, sinaliza que o encarecimento da alimentação representa um desafio para as famílias”, afirma.
O tomate é o produto que mais contribuiu para a alta da cesta nesta semana, com um aumento de 8,94%, alcançando o preço médio de R$ 12,06 por quilo. Em relação ao mesmo período do ano passado, o preço atual do tomate está 93,93% mais alto. A elevação é atribuída ao clima chuvoso, que reduziu a temperatura nas regiões produtoras e atrasou a maturação dos frutos.
Produtos que amenizam a alta dos preços
Apesar da maioria dos alimentos apresentar alta, alguns itens tiveram queda nos preços, ajudando a conter um impacto ainda maior na cesta básica. A banana, por exemplo, registrou uma queda de 8,31%, com preço médio de R$ 8,30 por quilo, representando uma redução de 6,61% em relação ao mesmo período de 2025. As condições climáticas, como chuvas e ventanias, influenciaram na qualidade das frutas, o que pode explicar a diminuição do preço.
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O pão francês também apresentou queda semanal de 4,75%, com preço médio de R$ 20,03 por quilo. Embora tenha reduzido, o valor permanece 2,72% acima do registrado no ano anterior. O instituto aponta que essa queda pode estar ligada a mudanças internas, como troca de fornecedores ou ajustes nas margens de lucro, que impactam o preço final ao consumidor.
Diversificação para conter os aumentos
Sebastião Gonçalves reforça que a oscilação nos preços dos produtos evidencia a necessidade de diversificar as fontes de abastecimento para minimizar os efeitos da alta dos alimentos no orçamento das famílias. “Problemas concentrados em determinadas cadeias podem provocar aumentos relevantes sem gerar pressão uniforme sobre toda a cesta”, explica. Essa estratégia pode ajudar a conter os impactos da inflação alimentar para os consumidores cuiabanos.
