Afroteca: um espaço dedicado à cultura negra em Várzea Grande
Na próxima quinta-feira (10), a Prefeitura de Várzea Grande inaugura a Afroteca, uma coleção voltada à preservação, valorização e difusão da história e cultura negra. A iniciativa é realizada pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) em parceria com o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Várzea Grande (CMPIR/VG). O espaço será instalado na Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda Coelho Pereira, no bairro Cristo Rei, e funcionará como um acervo específico, separado da coleção geral da biblioteca.
Preservação da memória e valorização da contribuição negra
Mais do que um conjunto temático de livros, a Afroteca nasce com o propósito de fortalecer a memória e a reparação histórica da população negra. O bibliotecário Odiley Santiago, responsável pela organização do acervo, ressalta que a iniciativa transcende a simples reunião de obras sobre racismo. “Não é só uma estante com livros sobre racismo. É um projeto de reparação e de memória”, afirma.
O acervo está estruturado em três frentes principais. A primeira aborda a história e cultura afro-brasileira e africana, incluindo temas como a história da África, diáspora africana, período pós-abolição, religiões de matriz africana, literatura negra brasileira e biografias de personalidades negras. A segunda frente é dedicada à produção intelectual negra, reunindo obras de autores e autoras negros, além de teses, dissertações, zines, cordéis e literatura periférica.
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A terceira frente contempla a memória e raridades, com documentos, fotografias, jornais antigos da imprensa negra, discos de vinil e outros materiais que preservam registros históricos e culturais. Essa diversidade transforma a Afroteca num espaço de pesquisa e aproxima a comunidade de diferentes narrativas sobre a população negra.
Acesso ampliado ao conhecimento e fortalecimento da representatividade
O projeto busca ampliar o acesso a conteúdos que normalmente ficam fora dos acervos tradicionais, oferecendo a estudantes, pesquisadores e comunidade uma fonte rica sobre a trajetória, lutas e conquistas da população negra. A inauguração reforça o papel da Biblioteca Pública Municipal como um espaço de democratização do conhecimento e preservação da memória, valorizando a diversidade e promovendo uma educação pautada no respeito e na igualdade racial.
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