Confiança Empresarial em Cuiabá Resiste Apesar de Retração
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) em Cuiabá registrou 103 pontos em agosto, permanecendo acima da linha de satisfação mesmo com uma retração de 2,3% em relação ao mês anterior. A pesquisa, conduzida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), indica que o setor comercial da capital mato-grossense vive um momento de cautela, mas ainda com sinais positivos após dois meses consecutivos de alta.
Na comparação anual, o índice subiu 6,6% em relação a agosto de 2025, quando marcava 94,1 pontos. Segundo o Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), esse resultado mostra que o ambiente empresarial local mantém-se em patamar mais favorável, apesar das oscilações no curto prazo.
Subíndices Apontam Cenário de Cautela
Todos os subíndices do Icec apresentaram queda no mês. O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio caiu 3,7%, refletindo uma percepção mais negativa entre os comerciantes. Também recuaram o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (-2,7%) e o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (-0,7%) na comparação com julho.
A avaliação sobre as Condições Atuais da Economia Brasileira segue sendo a mais crítica: 73,4% dos empresários acreditam que o cenário piorou. A percepção negativa se estende às Condições Atuais do Setor, com 65,5% dos entrevistados apontando piora.
Mesmo assim, o otimismo predomina nas Condições Atuais da Empresa, com 65,2% dos empresários relatando melhora. O índice geral dessa avaliação ficou em 117,6 pontos, uma leve queda frente aos 120,0 pontos de julho.
Otimismo Moderado e Expectativa de Crescimento
Apesar do clima mais cauteloso, a expectativa de contratação segue positiva. Em agosto, 62,5% dos empresários planejam ampliar o quadro de funcionários, aumento em relação aos 57,3% registrados no mês anterior. Isso contribuiu para manter o índice de expectativa em 122,5 pontos.
Por outro lado, o Nível de Investimento das empresas recuou para 96,1 pontos, ficando abaixo da linha de confiança, após marcar 101,8 pontos em julho. O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, observa que essa discrepância revela uma postura de otimismo moderado, na qual os empresários mantêm boas perspectivas, mas adotam prudência na realização de novos investimentos.
“Os dados refletem um momento em que a confiança no futuro das empresas contrasta com a cautela para novos aportes financeiros”, afirma Gonçalves. Essa dinâmica aponta para um mercado que, embora otimista, ainda sente os efeitos da desaceleração econômica, com impactos diretos na decisão por investimentos e contratações.
