Produção bovina em Mato Grosso do Sul segue em destaque
Mato Grosso do Sul registrou o abate de 2.088.185 bovinos no primeiro semestre de 2026, mantendo a produção em níveis elevados apesar de uma leve queda de 1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Embora 2025 tenha sido um ano recorde para o Estado, os números atuais ainda superam em cerca de 10% a média dos últimos cinco anos, confirmando a posição de destaque da pecuária sul-mato-grossense no cenário nacional. Os dados foram divulgados no boletim Sigabov, produzido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) com base em informações da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).
Detalhes do abate por sexo e idade dos bovinos
Do total abatido entre janeiro e junho, 1.028.741 animais eram machos e 1.059.444, fêmeas. O número de machos manteve-se estável em relação ao ano anterior, enquanto o abate de fêmeas apresentou uma queda de 2,59%. Junho foi um mês de grande atividade para os frigoríficos locais, com o abate de 191.181 machos, um aumento de 10,28% em relação a junho de 2025. Esse volume representa o segundo maior registrado para um mês de junho desde 2014 e o maior desde novembro do ano passado.
Na comparação com maio, o crescimento foi de aproximadamente 10%, além de estar cerca de 8% acima da média dos últimos 12 meses, indicando maior oferta de animais prontos para abate. Entre os machos, predomina o perfil com idade entre 25 e 36 meses, padrão constante nos últimos anos. Já o abate de fêmeas em junho totalizou 171.614 animais, 2,98% menor que no mesmo mês do ano anterior, porém ainda em níveis elevados quando comparados aos anos de 2020 a 2024. Entre as fêmeas abatidas, a maior parte tem mais de 36 meses, embora haja um aumento na participação de animais mais jovens, entre 13 e 24 meses.
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Distribuição geográfica e impacto no setor pecuário
O levantamento também destaca o papel dos municípios no fluxo de bovinos para abate. Ribas do Rio Pardo liderou em junho, com 17.591 animais enviados, seguido por Terenos (16.135) e Paranaíba (14.749). Quanto à recepção dos bovinos, Campo Grande foi o município que mais recebeu animais para frigoríficos, com 86.038, seguido por Nova Andradina (29.785) e Naviraí (25.223).
A maior parte da movimentação permanece dentro do próprio Estado: 98,91% dos animais abatidos em junho foram destinados a frigoríficos sul-mato-grossenses, enquanto apenas 1,09% foram enviados para unidades em São Paulo. Esses números evidenciam a força da pecuária em Mato Grosso do Sul, que mantém elevados índices de produção mesmo após o recorde de 2025, consolidando o Estado como um dos principais polos nacionais do setor.
