Primeira expulsão na Copa do Mundo 2026 reforça nova regra da Fifa
O meia Miguel Almirón, da seleção do Paraguai, foi o primeiro atleta a ser expulso na Copa do Mundo de 2026 por conta de uma regra inédita da Fifa. O episódio ocorreu na madrugada de sexta-feira (19) para sábado (20), durante o confronto entre Paraguai e Turquia. Aos 46 minutos do primeiro tempo, Almirón, em uma discussão com o turco Mert Muldur, cobriu a boca com a mão enquanto falava com o adversário, atitude que motivou a intervenção do árbitro de vídeo (VAR).
Após revisão das imagens, o árbitro aplicou cartão vermelho direto ao jogador paraguaio já aos 47 minutos da etapa inicial. A decisão está baseada na recente alteração nas Leis do Jogo, aprovada pela Fifa e pela International Football Association Board (IFAB), que passa a punir com expulsão direta quem deliberadamente cobre a boca ao se dirigir a adversários, árbitros ou outros agentes esportivos durante confrontos.
Contexto da nova regra e impacto no futebol internacional
O episódio que impulsionou a criação da norma foi registrado em 2025, nos playoffs da Liga dos Campeões, quando o argentino Gianluca Prestianni utilizou o mesmo gesto em uma conversa com Vinicius Júnior. A partir daí, o debate sobre a prática ganhou força nos bastidores do futebol, culminando na adoção da chamada “Protocolo Vini Jr.”, nome informal dado à regra pela imprensa e torcedores devido à relação com o jogador brasileiro.
Pierluigi Collina, presidente do Comitê de Arbitragem da Fifa e ex-árbitro italiano, já havia avisado que a entidade adotaria tolerância zero para esse tipo de comportamento. Ele ressaltou que o gesto é intencional e tem como objetivo dificultar a identificação do conteúdo das conversas, o que justifica a punição severa. A expulsão de Almirón representa a primeira aplicação prática dessa medida em uma Copa do Mundo, sinalizando uma nova era de fiscalização e disciplina no futebol internacional.
