Tendência de queda no endividamento das famílias cuiabanas
O número de famílias endividadas em Cuiabá segue em queda pelo terceiro mês consecutivo, após o aumento tradicional no início do ano, quando despesas obrigatórias elevam as dívidas. Em fevereiro, o índice atingiu 86,1% das famílias da capital, mas já recuou para 85,5% em maio, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em termos absolutos, o total de famílias com dívidas caiu de 214,5 mil para 213,8 mil no período.
Perfil das dívidas e controle financeiro em meio à alta dos juros
O levantamento da CNC revela que 42,6% dos entrevistados em Cuiabá possuem poucas dívidas, enquanto 33% se consideram moderadamente endividados. Apenas 9,9% afirmam estar muito endividados, e 14,5% não possuem dívidas. A Fecomercio/MT destaca que, apesar do cenário desafiador imposto pela alta taxa de juros e o custo de vida elevado, o recuo no percentual de famílias endividadas sinaliza uma postura mais cautelosa em relação às finanças domésticas.
O cartão de crédito continua sendo a modalidade de dívida mais frequente, presente em 87,4% dos casos, seguido por carnês (23,3%), financiamentos de veículos (7,8%), crédito pessoal (6,6%), financiamentos imobiliários (5,1%) e crédito consignado (4,8%).
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Inadimplência e perspectiva de pagamento das dívidas em atraso
Na mesma pesquisa, o percentual de famílias inadimplentes — aquelas com contas em atraso — também apresentou queda, passando de 16,5% em abril para 15,9% em maio. Quanto à capacidade de quitar essas dívidas vencidas, 27,2% dos entrevistados afirmam que pagarão o valor total, 35,4% esperam quitar parte da dívida, enquanto 35,6% acreditam não conseguir pagar o que devem.
Desafio do endividamento prolongado e impacto na economia local
O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) chama atenção para o número significativo de famílias com dívidas atrasadas há mais de um ano, o que caracteriza um endividamento prolongado. Esse cenário restringe a recuperação do poder de consumo e dificulta a retomada da atividade econômica na capital. Embora os indicadores mostrem sinais de melhora, o comprometimento da renda com débitos antigos ainda representa um obstáculo relevante.
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Fonte: vitoriadabahia.com.br
Entre as famílias inadimplentes, 5,6% acreditam que não conseguirão quitar seus débitos, um aumento em relação aos 5,3% registrados em abril, refletindo a persistência dos desafios financeiros enfrentados por parte da população cuiabana.
