Sabores e Tradições no Estande de Várzea Grande
O quarto dia da Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal), realizado no último sábado (6), transformou o estande de Várzea Grande em um verdadeiro ponto de encontro para quem deseja conhecer as riquezas culturais e econômicas do município. Entre degustações, apresentações artísticas e distribuição de brindes, o espaço destacou-se como uma das principais vitrines do evento, atraindo visitantes de diversas partes.
Durante toda a tarde e início da noite, o público experimentou o melhor da gastronomia local, com destaque para o caldinho de peixe servido pelo restaurante Mirante das Águas. Essa iguaria tradicional da culinária mato-grossense despertou curiosidade e conquistou o paladar de visitantes, reforçando a identidade cultural da região.
Interação e Cultura Popular
A experiência gastronômica foi aprovada por muitos, como a artesã Kátia Lisen, que ressaltou a importância de iniciativas que valorizam a cultura local. “Eu tinha preconceito com peixe, mas depois que experimentei o caldinho daqui, me apaixonei”, comentou. Outros visitantes, mesmo sem serem grandes fãs do prato, saíram surpresos e satisfeitos com o sabor.
Além da culinária, o estande apresentou produtos regionais como bebidas artesanais, chope, refrigerantes, salgadinhos e pipocas produzidos em Várzea Grande, evidenciando a força econômica local. A roleta de brindes também chamou a atenção, formando filas que reuniram crianças, jovens e adultos em busca dos prêmios distribuídos.
Apresentações que Celebram as Raízes
A programação cultural contou com o grupo de dança Arara Azul, do bairro Cabo Michel, integrante do projeto Acamis. Com apresentações de siriri e músicas tradicionais do cururu, o grupo emocionou o público presente. A prefeita Flávia Moretti acompanhou as apresentações, destacando a importância de preservar as tradições culturais do município e valorizando o trabalho dos artistas locais.
Empresariado e Desenvolvimento Econômico
O estande também recebeu a visita do gerente-geral da Mikitus Indústria e Comércio, Rafael Mello, que ressaltou o papel das empresas locais na feira e o esforço da administração municipal em fortalecer o diálogo com o setor produtivo. Para ele, a participação na FIT Pantanal amplia a visibilidade das empresas várzea-grandenses e contribui para o desenvolvimento econômico da região.
Convite para Evento Internacional
Durante a feira, a prefeita Flávia Moretti visitou o estande do município de Campo Novo do Parecis, onde teve contato com manifestações culturais indígenas e recebeu convite para a FIT Etno Brasil, feira internacional de etnias e turismo marcada para os dias 4 a 6 de setembro. O momento incluiu uma demonstração cultural e uma pintura simbólica no braço da prefeita, representando a tradição dos povos originários.
Encerramento da Programação na FIT Pantanal
Para Flávia Moretti, a FIT Pantanal tem sido uma oportunidade real para mostrar a essência de Várzea Grande. “Apresentamos nossa cultura, gastronomia, empresas e artistas, tudo que faz parte da identidade do nosso povo”, afirmou. O último dia da feira, neste domingo (7), segue com degustações, sorteios e atrações culturais no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, com entrada gratuita. O público está convidado a participar e conhecer mais sobre a diversidade cultural e econômica da região.
Combate à Linha Chilena em Várzea Grande
Paralelamente à FIT Pantanal, a Guarda Municipal de Várzea Grande reforçou ações de segurança contra o uso de linha cortante, conhecida como “linha chilena”. Na tarde do sábado (6), um homem de 22 anos foi conduzido à Central de Flagrantes após ser flagrado utilizando o material no bairro Novo Mundo.
O motopatrulhamento atendeu a uma denúncia do Centro de Inteligência Municipal de Segurança (153) e confirmou a irregularidade. Durante a abordagem, o suspeito colaborou e recebeu orientações sobre os riscos da prática ilegal, que pode causar acidentes graves a motociclistas, ciclistas e pedestres.
O comandante Juliano Lemos destacou que a fiscalização segue constante, por meio da Operação Céu Azul, e reforçou a importância da participação da população nas denúncias para aumentar a eficácia das medidas de combate. O uso de linha chilena representa um perigo real e pode resultar em lesões permanentes ou até mortes.
