Oportunidades em Mato Grosso
Nos últimos meses, os artistas sertanejos têm encontrado em Mato Grosso, um dos estados com a economia mais voltada para o agronegócio, um cenário favorável para lucrar com suas apresentações. Diversas prefeituras, com ou sem o auxílio financeiro do governo estadual, estão realizando contratações para shows nesta época do ano, em sua maioria, sem a necessidade de licitação.
Um exemplo é o Trio Parada Dura, que irá se apresentar nesta quinta-feira (9), na praça municipal de Nova Lacerda e, posteriormente, no dia 17, em Ribeirãozinho. Cada show está avaliado em R$ 140 mil. Outras atrações também foram confirmadas pela Prefeitura de Nova Lacerda, que comemora seus 26 anos de emancipação. A dupla Cleiton & Camargo, por exemplo, vai faturar R$ 60 mil na apresentação de sexta-feira (10), e a cantora Yasmin Santos receberá R$ 150 mil pelo show do sábado (11).
Movimentação Política em MT
Em paralelo aos eventos musicais, a política em Mato Grosso também se agita. O PSD já definiu sua chapa com nove pré-candidaturas à Câmara Federal, com a expectativa de garantir entre uma e duas vagas, mesmo diante de um quociente eleitoral previsto em 230 mil votos. Quatro candidatos se destacam como os mais competitivos, com base no histórico de votação e apoio de grupos locais: Irajá Lacerda, Emanuelzinho, Valtenir Pereira e o procurador Mauro Lara.
Todos eles já tentaram cargos federais anteriormente. Irajá, advogado e ex-secretário do Ministério da Agricultura, foi o mais votado pelo PSD em 2022, totalizando 54.607 votos. No entanto, o partido não alcançou o quociente eleitoral necessário para eleger representantes. Emanuelzinho, que é ex-MDB, busca a reeleição, enquanto Valtenir, assistente especial do presidente Lula e ex-vereador, já exerceu quatro mandatos na Câmara Federal. Mauro Lara, com vasta experiência em disputas eleitorais, já tentou a federal em oito ocasiões e obteve 84.208 votos em 2014, mas não conseguiu se eleger por falta de legenda.
Chapa do PSDB e Mudanças no Governo
O PSDB, com uma chapa composta por três deputados, três suplentes e dois ex-prefeitos, está otimista quanto à conquista de duas cadeiras na Assembleia. O deputado Carlos Avalone, que possui o rei da soja Eraí Maggi como padrinho político, busca superar os 26.594 votos alcançados em 2022 e mira uma meta de 35 mil votos, considerando que o quociente eleitoral deverá ser de 70 mil votos.
Outros nomes que também disputam a segunda vaga incluem os deputados Juca do Guaraná e Chico Guarnieri, além de suplentes e ex-prefeitos. Em um cenário político em constante mudança, dos 19 membros do staff do governo estadual, apenas quatro mantêm seus cargos desde o início da gestão de Mauro Mendes, que agora continua sob Otaviano Pivetta.
Novas Nomeações e Dinâmicas Políticas
Entre as novas nomeações de secretários sob Pivetta, estão Mauro Carvalho na Casa Civil e outros como Dimorvan Alencar (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Flávia Emanuelle (Educação). Essas mudanças refletem a dinâmica da política local, onde membros de quatro famílias tradicionais (Riva, Fávaro, Mendes e Campos) buscam a conquista de cargos eletivos simultaneamente, um fenômeno que reforça a forte presença dessas famílias na política de Mato Grosso.
Mauro Mendes, que se candidata ao Senado, conta com sua esposa Virgínia na disputa pela Câmara Federal. Já os irmãos Jayme e Júlio Campos, conhecidos por sua longa trajetória política, estão na corrida: Jayme como pré-candidato a governador e Júlio buscando reeleição na Assembleia Legislativa.
Janaina Riva, que já está em seu terceiro mandato, tenta uma vaga no Senado, enquanto sua irmã Jéssica Riva almeja um lugar na Assembleia. O senador Carlos Fávaro, também em busca da reeleição, terá sua filha Rafaela como candidata à deputada estadual, mostrando a continuidade da tradição familiar no cenário político.
Apesar da falta de apoio do grupo do ex-governador Mauro Mendes, que preside o UP/MT, Jayme Campos demonstra confiança em sua candidatura ao Palácio Paiaguás, apresentando três argumentos que sustentam sua crença em um resultado positivo nas eleições: o apoio da cúpula nacional do União Progressista, o respaldo da maioria dos votantes na convenção partidária e a expectativa de competir em condições equitativas com os demais candidatos, como Wellington (PL) e Pivetta (Republicanos). Na visão dos apoiadores de Mauro, ele deverá ter liberdade para apoiar e fazer campanha pela reeleição de Pivetta.
